DIA MUNDIAL DO PETRÓLEO

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Aos 95 anos, geólogo da USP ainda dá aulas e pesquisa

 

O professor Setembrino, que acaba de completar 95 anos, dedicou a maior parte de sua carreira à USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 

“Há muitos anos o Instituto de Geociências (IGc) da USP mantém a tradição de celebrar o aniversário de um de seus professores mais antigos e queridos, Setembrino Petri. Em 2003, a data marcou também a inauguração do Laboratório de Micropaleontologia, batizado com seu nome – e foi quando perceberam que não havia mais espaço nas salas ou laboratórios do instituto para acomodar tanta gente.

“Daí se resolveu oficializar o dia 25 de setembro como Tarde Prof. Setembrino Petri, que passou a constar no calendário oficial do instituto”, lembra Paulo César Boggiani, professor que organiza o evento. A festa, então, foi transferida para o pátio do IGc, capaz de receber as centenas de pessoas que aparecem para cumprimentar o professor.

Em 2017, a comemoração do aniversário do professor Setembrino foi marcada para o dia 26, uma terça-feira, dia da semana em que é comum encontrar o professor na Universidade, onde ainda dá aulas na pós-graduação e atende orientandos. “Além do bolo e dos parabéns, alunos dele apresentam trabalhos e falam de paleontologia. Todo mundo vem e quer tirar selfie com ele”, conta a professora Ana Maria Góes, colega de Setembrino no Programa de Pós-Graduação em Geoquímica e Geotectônica. Recuperando-se de uma pneumonia, o professor não pôde participar da festa neste ano, mas pediu que a celebração fosse mantida.

Aniversário do professor Setembrino Petri em 2015 – Foto: Jaime de Souza Marcos / IGc

O paleontólogo carrega no nome a marca de seu nascimento, ocorrido em setembro de 1922, em Amparo, no interior de São Paulo. E no sobrenome, um palpite da carreira que seguiria, a geologia.

Mas esse curso nem mesmo existia quando se graduou. “Sou naturalista, não geólogo”, diverte-se. Setembrino formou-se na oitava turma de História Natural da USP, em 1944, que anos depois se desmembraria nos cursos de Ciências Biológicas e Geologia. Brinca que só não se tornou músico, como boa parte da família, porque nunca teve paciência para estudar música. Mas segue como um grande fã de óperas e concertos.

Com uma breve interrupção no período em que trabalhou no Conselho Nacional do Petróleo, anterior à criação da Petrobras, o professor dedicou quase toda sua carreira à USP, onde esteve à frente de órgãos, ajudou a criar a Fuvest e desenvolveu pesquisas pioneiras em geologia. Com 95 anos, conta que sua maior alegria é ver seus orientados tendo sucesso. “É um legado.”

Ana Maria é uma das entusiastas de um livro em homenagem ao professor. Em fase final de elaboração, a obra traz relatos de pesquisadores, muitos deles ex-orientandos de Setembrino, sobre suas contribuições nas várias áreas da geologia. Uma prévia da obra, batizada de Setembrino Petri, do Proterozoico ao Holoceno, será entregue ao professor nesta semana. “Ele mostra a verdadeira contribuição que o geólogo pode dar à humanidade, que é ser esse leitor da evolução do planeta”, diz ela sobre o amigo. Também participam da organização da obra o professor Rômulo Machado e os geólogos Maria Cristina de Moraes e Andrea Bartorelli.

Colegas de profissão e ex-alunos estão organizando livro em homenagem à carreira e contribuições do professor – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Além da paleontologia, uma das principais áreas de estudo de Setembrino é a estratigrafia, um ramo da geologia dedicado à investigação da origem e distribuição, no espaço e no tempo, das camadas e sequências de rochas.

Para isso, tem como aliados os microfósseis, pequenos organismos que ajudam a contar os ambientes geológicos e quando ocorreram no passado, fornecendo informações relevantes para a indústria petrolífera.

“Os fósseis pequenos têm uma vantagem em relação aos macrofósseis, porque quando o bicho é pequeno ele aparece em grande quantidade. Isso permite coletar bastante material e fazer trabalhos estatísticos, por exemplo”, explica Setembrino, que não perde a oportunidade de fazer aquilo a que dedicou boa parte de seus anos: ensinar.”

 

Fonte: jornal.usp.br

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Maior estiagem desde 2006 esvazia lagoa em aquífero de Ribeirão Preto

Joel Silva/Folhapress
RIBEIRAO PRETO, SP,BRASIL- 10-09-2017 : Criancas brincam em area de recarga do Aquifero Garani, na periferia de Ribeirao Preto, que esta quase seco. O local e um importtante ponto de recarga de um dos maiores lencois freaticos do mundo. ( Foto: Joel Silva/Folhapress ) ***COTIDIANO *** ( ***EXCLUSIVO FOLHA***)
Aquífero Guarani, em Ribeirão Preto (SP); o manancial abastece toda a cidade e sofre com a estiagem

 

FERNANDA TESTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO (SP)

“O solo rachado lembra muito o sertão nordestino no auge da seca. A imagem, no entanto, é de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Diante da maior estiagem desde 2006, a região viu a seca esvaziar uma lagoa situada em área de recarga do aquífero Guarani, um dos maiores mananciais de água doce subterrânea do mundo.

Desde junho, a cidade teve só seis dias de chuva, segundo o centro de informações agrometeorológicas. Há 11 anos, foram cinco dias de chuva de junho a setembro.

Com isso, trechos antes submersos da lagoa hoje são rotas de pedestres na zona leste do município. O cenário é mais um dos problemas envolvendo a área de 65 km² naquela região da cidade, que sofre também com poluição e especulação imobiliária, graves ameaças ao aquífero.

Um estudo de 2012 apontou que, nos últimos 80 anos, o nível do manancial subterrâneo em Ribeirão Preto foi reduzido em 70 metros.

REBAIXAMENTO

A situação seca da lagoa não condiz necessariamente com o rebaixamento do nível do aquífero, segundo Marcelo Pereira de Souza, especialista em política e gestão ambiental da USP de Ribeirão, mas desperta a atenção para os riscos ao manancial.

“São águas do lençol freático, portanto a lagoa seca não afeta o aquífero. O mais importante para a preservação do local é manter a área de recarga infiltrando, uma vez que a água subterrânea tem uma hidrodinâmica diferente da que corre na superfície. Portanto, um grande problema seria a impermeabilização da área, com o avanço imobiliário, por exemplo.”

Para ele, a exploração do aquífero além da capacidade de reposição é outro problema –que levou à redução do nível nas últimas décadas.

“Temos uma superexploração de água, inclusive com perdas na distribuição, e isso, a longo prazo, deve rebaixar [mais] o nível do aquífero no município. Podemos ter problemas de abastecimento em 20 ou 30 anos”, disse. A cidade é totalmente abastecida pelo Guarani e conta com 109 poços artesianos.

Diretor regional do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado), Carlos Eduardo Alencastre concorda que futuramente Ribeirão Preto pode sofrer com o desabastecimento e diz que o descarte ilegal de lixo na área de recarga preocupa.

Segundo ele, há pontos mais isolados, distantes de núcleos habitacionais, utilizados para descarte de materiais de construção, entulhos e até animais mortos.

“A preocupação é que junto a esses materiais possa haver resíduos químicos, tóxicos, que infiltrando no solo podem atingir o aquífero e contaminá-lo a longo prazo. Neste caso, é preciso conscientização da população para evitar esse tipo de descarte.”

Um dos maiores imbróglios que envolvem a área de recarga do aquífero é a expansão urbana da região. Em 2015, a Justiça de Ribeirão Preto, a pedido do Ministério Público, concedeu liminar que congelava a urbanização da área. O Tribunal de Justiça suspendeu a decisão depois de um recurso da prefeitura.

Atualmente, o processo segue em tramitação e aguarda julgamento. De acordo com a promotora do Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente) Cláudia Habib Tofano, a área de recarga passou por perícia na última segunda-feira (11), e a expectativa é que a sentença seja proferida até o final deste ano.

“No atual Plano Diretor não existe uma proteção eficaz ao aquífero, por isso a necessidade da judicialização. Esperamos que a ação seja julgada procedente, porque assim temos a garantia efetiva da recarga. As áreas em que pedimos o congelamento já são pouco urbanizadas. Não é uma questão radical. Queremos conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental”, disse.”

Fonte: Folha de S. Paulo

 

 

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