Restaurante Lar Mar (Pinheiros-SP) transforma bitucas de cigarro em pranchas de surf

Inspirada no projeto Cigarette Board do designer Taylor Lane, iniciativa vai recolher bitucas, transformá-las em pranchas e doá-las à crianças carentes da baixada santista

por Redação Almasurf

“Inspirada no projeto Cigarette Board do design industrial Taylor Lane, a Lar Mar, bar localizado na região de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, vai recolher bitucas de cigarro em seu ponto físico e transformá-las em pranchas de surfe.

No local, há um reservatório onde os clientes podem deixar os cigarros que serão destinados para a ação. A cada três mil bitucas, uma prancha será criada pelo shaper Neco Carbone.

“Nosso objetivo é fazer com que as pessoas parem de jogar bitucas no chão. Nossos clientes aceitaram a ação de uma forma incrível. Em apenas um final de semana, conseguimos reunir mais de mil bitucas”, conta Felipe Árias, fundador da Lar Mar.

Árias conta que a arrecadação de bitucas será uma ação contínua na Lar Mar e que as pranchas não serão vendidas, mas doadas para escolinhas de surf voltadas à crianças carentes da cidade de Santos e Guarujá, litoral sul de São Paulo.

Cigarette Board

Pranchas feitas com bitucas de cigarro coletadas de voluntários
Imagem: waves.com.br

Taylor Lane construiu a primeira prancha de surfe em 2017 com bitucas encontradas nas praias da Califórnia. O projeto lhe rendeu ampla visibilidade na mídia, nas redes sociais e alguns prêmios de sustentabilidade nos Estados Unidos.

“Este é o item mais encontrado em mutirões de limpeza de praia e ninguém nunca imaginou que daria para fazer algo com ele”, contou Lane ao jornal Orange County Register.

Ainda de acordo com a reportagem, Taylor precisou de quase 200 horas de trabalho para criar o protótipo, vencedor do prêmio Upcycling Award. Desde então, a Cigarette Board vem inspirando outros projetos similares nos quatro cantos do planeta.

Segundo a Ocean Conservancy, envolvida em mutirões de limpeza de praias desde 1986, as bitucas foram os itens mais encontrados em suas ações. Estimativas da ONG indicam que aproximadamente 60 milhões de unidades foram retiradas dos oceanos nos últimos 30 anos.”

Imagem: Lar Mar (divulgação)

DICA DO BLOG DA HIDROSUPRIMENTOS: O bar e restaurante Lar Mar fica localizado na rua João Moura, 613, e é possível despejar as bitucas de cigarro no ponto de coleta de quarta a domingo.

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AMOSTRAGEM DE ÁGUA SUBTERRÂNEA – MÉTODO VOLUME DETERMINADO (BAILER) – NBR 15.847/2010

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AMOSTRADOR DESCARTÁVEL DE SOLO (LINER) HIDROSUPRIMENTOS – NBR 16.434/2005

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O solo é vivo e responsável pelos serviços ecossistêmicos necessários à vida

Foto: FAO (ONU)

FAO - Esquema mostra as funções do solo
Esquema mostra as funções do solo

“Nas escolas aprendemos que o solo é abiótico. E ainda hoje muitas pessoas veem o solo como um material sem vida e, muitas vezes, sem importância. Essa ideia ignora que o solo dá suporte à vida e, em consequência, é a base de todos os sistemas de produção vegetal e pecuária para fornecimento à sociedade de alimentos, medicamentos, fibras, madeira e combustíveis. Mas, as funções do solo e seus serviços vão além desses produtos. Precisamos nos aproximar e observar melhor para compreender esses serviços essenciais que o solo fornece à sociedade: os serviços ecossistêmicos.

“Primeiro é necessário reconhecer que o solo é um sistema complexo, formado por minerais, matéria orgânica, ar, água, micro e macrorganismos”, revela a pesquisadora Elaine Fidalgo, da Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ) “E esse sistema está em processo constante de formação, um processo lento e essencial para a sua manutenção e renovação” completa Elaine.

O que está embaixo

No solo ocorrem a ciclagem e o armazenamento de nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas. O solo também é um imenso reservatório de água, sendo fundamental no processo de abastecimento do lençol freático e de aquíferos. Além da função de reservatório, o solo exerce a função de filtro de água, liberando-a com boa qualidade para os corpos de água superficiais e subterrâneos, garantindo a vida.

O solo abriga micro e macroorganismos, que compõem a sua biodiversidade e participam de processos essenciais como, por exemplo, a ciclagem de nutrientes e a decomposição de resíduos e poluentes, além de contribuírem para a absorção de água e nutrientes pelas plantas, como é o caso dos fungos micorrízicos, e para a nutrição das plantas, como ocorre na fixação biológica do nitrogênio (FBN). No Brasil, graças ao processo de FBN, a inoculação – adição de rizóbios às sementes de soja no momento da semeadura – substitui totalmente a necessidade do uso de adubos nitrogenados nas lavouras de soja, com uma economia anual para o país de 11 bilhões de dólares por ano. Avança a cada dia o conhecimento sobre o papel dos organismos do solo e de seu potencial para diferentes usos, dentre os quais sua contribuição no controle de doenças e patógenos,

O estoque de carbono no solo é mais de duas vezes superior ao da atmosfera e também duas vezes superior ao contido na vegetação, sendo considerado o maior reservatório de carbono do nosso ecossistema. O carbono armazenado é proveniente da mineralização do carbono orgânico e, assim sendo, contribui com a regulação da composição dos gases da atmosfera.

“A fim de manter a qualidade do solo para que ele possa contribuir com o sequestro de carbono para minimizar os potenciais efeitos das mudanças climáticas, é preciso valer-se de sistemas de uso do solo que sempre tenham plantas em crescimento, como pastagem permanente; sucessão de sistemas de culturas, de preferência consórcios, sem lacunas entre safras e sistemas integrados de produção”, lembra Fabiane Vezzani, professora do
Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Paraná.

Desse modo, a manutenção da qualidade do solo a partir de usos e manejos do solo que contribuem com o sequestro de carbono pode minimizar os potenciais efeitos das mudanças climáticas.

Degradação e conservação

A degradação do solo leva à perda dos seus nutrientes, da biodiversidade e do carbono estocado, com emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a cada ano se perdem mais de 20 bilhões de toneladas de solos no mundo devido à erosão, o que equivale a mais de três toneladas de solo por pessoa.

“Para manter a qualidade do solo é importante minimizar o seu revolvimento, pelo plantio direto ou preparo mínimo do solo, fazer rotações de culturas e aumentar a entrada de resíduos vegetais no sistema, principalmente pelo uso de plantas de cobertura com alta produção de matéria seca, como é o caso da braquiária, por exemplo” indica Ieda de Carvalho Mendes, pesquisadora da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF). Por integrarem cultivos anuais com a presença de animais, os sistemas integrados lavoura pecuária são excelentes opções para aumentar a qualidade do solo, favorecendo sua atividade biológica, aumentando os estoques de carbono e mitigando gases de efeito estufa.

O solo faz parte de todos os habitats terrestres, além de ser o suporte para toda a infraestrutura necessária à ocupação humana e suas atividades. É sobre o solo que são construídas as moradias, as indústrias e as rodovias, e também onde desenvolvemos atividades, não apenas de produção econômica, mas também de lazer, estéticas, educacionais, espirituais e científicas. E no solo ainda encontramos registros arqueológicos de ocupação terrestre e de civilizações. “Todos os benefícios aportados pelo solo à sociedade representam os seus bens e serviços ecossistêmicos, essenciais para a vida e para a qualidade de vida” ressalta Elaine Fidalgo.

O solo é a base para a nossa vida e das outras espécies animais e vegetais. A perda dos serviços ecossistêmicos representa um imenso custo. É preciso colocar o solo no centro de debates, do ensino escolar à elaboração das políticas públicas, é necessário dar o devido valor a esse importante recurso natural.

A pesquisa de serviços ecossistêmicos do solo na Embrapa

A Embrapa realiza diversas pesquisas, visando analisar as funções e os serviços ecossistêmicos do solo e como ele responde aos impactos das atividades antrópicas, principalmente da agropecuária.

“Temos desenvolvido atividades para avaliar as propriedades do sistema solo-planta-organismos que permitem a análise das funções e serviços ecossistêmicos de sistemas agropecuários”, conta Fabiane Vezzani, sobre as atividades da Embrapa e parceiros no Paraná, um estado de forte tradição agrícola. As avaliações incluem estoque de carbono no solo e na vegetação; taxas de ciclagem de nutrientes; conservação da água, do solo e da biodiversdidade; produção de alimentos e madeira. Além disso, o trabalho avança na valoração dos serviços ecossistêmicos prestados pelos sistemas de produção avaliados.

Esses estudos estão sendo desenvolvidos pela rede de pesquisa Serviços Ambientais na Paisagem Rural. Muitos trabalhos já foram publicados e muitos outros estão em andamento. Para saber mais a respeito basta acessar o Espaço Temático de Serviços Ambientais na Embrapa em: https://www.embrapa.br/tema-servicos-ambientais.

A Revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB) lançou em 2016 um número especial sobre o solo “O solo como fator de integração entre os componentes ambientais e a produção agropecuária”: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/17163861/revista-pab-lanca-numero-tematico-sobre-solos. Nesse número foi apresentado um artigo específico de serviços ecossistêmicos: “Panorama atual e potencial de aplicação da abordagem dos serviços ecossistêmicos do solo no Brasil” que pode ser acessado em http://dx.doi.org/10.1590/s0100-204×2016000900002.

Carlos Dias (20.395 MTb RJ)
Embrapa Solos
carlos.diniz-dias@embrapa.br
Telefone: (21) 2179-4578

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GOVERNO DE SP CRIA COMITÊ DE GESTÃO AMBIENTAL E LIBERA R$ 38 MI PARA PROJETOS DE RECUPERAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS

Os repasses do Fehidro, neste ano, chegam a R$ 73 milhões para investimento nos municípios; o Comitê será formado por membros do estado e da sociedade civil

“O Governador João Doria assinou nesta segunda-feira (23) mais 94 contratos com 73 municípios para execução de projetos de segurança hídrica, proteção, conservação e recuperação da qualidade das águas. Os recursos são provenientes do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) e os repasses ocorrem por meio das Secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. Na ocasião, também foi criado o Comitê de Apoio à Gestão Ambiental do Estado de São Paulo, que tem como objetivo designar uma assessoria consultiva para definir estratégias na condução da agenda ambiental do Estado de São Paulo.

“A questão ambiental é de grande importância para o nosso Governo. Temos metas ambiciosas e a assinatura desses contratos com os municípios é parte importante do processo para atingirmos essas metas. Também estamos muito felizes com o Comitê de Meio Ambiente, que acabamos de criar. Além de excelentes profissionais do Estado, altamente gabaritados, temos representantes da sociedade civil, especialistas, pessoas do setor que entendem muito, e para presidir, o professor José Goldemberg. O Comitê é importante porque vai orientar todas ações do Governo na área ambiental, nos ajudar com uma visão crítica para que os projetos sejam os mais adequados e modernos para o setor”, disse Doria.

Comitê de Gestão Ambiental

O Comitê é formado por 15 pessoas da sociedade civil, entre as quais representantes da ONG SOS Mata Atlântica, da Universidade de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas.

O Comitê é presidido pelo professor José Goldemberg, ex-reitor da USP (1986 – 1990), ex-secretário do Meio Ambiente de São Paulo (2002 a 2006), e desde agosto de 2015 é presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, e tem como suplente o Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, e conta com a participação dos titulares das pastas de Saúde, José Henrique Germann Ferreira; Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira; Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles; Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen; o Subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani; o Presidente da SABESP, Benedito Braga; e a Diretora-Presidente da CETESB, Patrícia Iglecias.

“Nosso objetivo é fazer do Estado de São Paulo o exemplo de desenvolvimento sustentável do Brasil. Queremos gerar emprego e renda conciliando as questões ambientais. É um privilégio poder debater este tema com pessoas importantes nesta área e promover esta troca de experiências em prol da criação de políticas públicas”, afirmou Penido.

A participação no Comitê não será remunerada. Os conselheiros terão mandato de dois anos e será permitida uma recondução.

FEHIDRO

O Governo de SP liberou R$ 38 milhões para fomentar projetos de recuperação dos recursos hídricos de 73 municípios do Estado. Os repasses neste ano já chegam a R$ 73 milhões para investimento nas cidades do interior. Os 94 empreendimentos foram aprovados pelos Comitês de Bacias Hidrográficas e abrangem serviços de afastamento e tratamento de esgoto, drenagem, monitoramento hidrológico, restauração florestal, educação ambiental, entre outros.

“Quando investimos nestas ações, especialmente em saneamento básico, contribuímos para a saúde pública e melhora da qualidade de vida da população. Estamos cumprindo a determinação do nosso Governador João Doria de apoiar o desenvolvimento dos municípios”, disse Penido.
Os recursos do FEHIDRO são oriundos da compensação financeira recebida pelo Estado de São Paulo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e das outorgas pelo uso da água.

Confira os municípios contemplados:

Promissão, Registro, Brotas, São Carlos, Itu, Sorocaba, Penápolis, Araraquara, Santa Bárbara d’Oeste, São Paulo, Pariquera-Açu, Dracena, Ribeirão Preto, Votorantim, Capão Bonito, Jaú, Santos, Salto de Pirapora, Taquaritinga, São Roque, Tupã, Caraguatatuba, Paraguaçu Paulista, Araçatuba, Aramina, Assis, Bariri, Borebi, Cananeia, Capela do Alto, Cristais Paulista, Divinolândia, Gavião Peixoto, Iacanga, Ibitinga, Icém, Igaraçu do Tietê, Ipaussu, Itapura, Itirapina, Juquiá, Macatuba, Magda, Mairinque, Mongaguá, Monte Alto, Nova Aliança, Nova Europa, Nova Luzitânia, Panorama, Pereiras, Porto Feliz, Porto Ferreira, Potirendaba, Quintana, Rafard, Ribeira, Sales, Santo Antônio do Aracanguá, Taquarituba, Tatuí, Taubaté, Turiúba, Viradouro, Itapira, Jacareí, Guaraçaí, Barra Bonita, Barretos, Cerquilho, Lençóis Paulista, Pompeia e Ibiúna.

Podem se candidatar para recebimento dos recursos do FEHIDRO:

• Pessoas jurídicas de direito público, da administração direta e indireta do Estado e dos municípios de São Paulo;

• Concessionárias e permissionárias de serviços públicos, com atuação nas áreas de saneamento, meio ambiente ou aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos;

• Consórcios intermunicipais regularmente constituídos;

• Entidades privadas sem finalidades lucrativas com constituição definitiva há pelo menos quatro anos, nos termos da legislação pertinente, que detenham entre suas finalidades principais a proteção ao meio ambiente ou atuação na área de recursos hídricos e com atuação comprovada no âmbito do Estado de São Paulo ou da Bacia Hidrográfica;

• Pessoas jurídicas de direito privado, com finalidade lucrativa e que sejam usuárias de recursos hídricos.
Mais informações disponíveis em http://fehidro.sp.gov.br/portal/.

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HS FLUX CHAMBER – INTRUSÃO DE VAPORES E TESTE DE ESTANQUEIDADE

O Gerenciamento de Áreas Contaminadas tem como finalidade essencial a preservação da saúde humana e do meio ambiente. Quando a área em estudo indicar a possibilidade de risco a saúde humana, é necessária aplicação de metodologias e tecnologias para a verificação e mitigação desse risco.

Em áreas construídas ocupadas, onde há circulação constante de pessoas, se faz indispensável em associação à atividade de intrusão de vapores, a utilização da metodologia Flux Chamber, para análise representativa de vapores emitidos em superfície.

O HS FLUX CHAMBER é o mais novo lançamento da HIDROSUPRIMENTOS como tecnologia para a atividade de Intrusão de Vapores no Gerenciamento de Áreas Contaminadas em ambiente habitado.

Com o HS FLUX CHAMBER é possível uma amostragem do fluxo de vapores eventualmente identificados no solo e sua migração para a atmosfera através do processo de difusão, com um mínimo de interferência, aumentando sobremaneira a representatividade das amostras e dados ali colhidos, dando uma resposta eficiente sobre o impacto da contaminação do solo na qualidade do ar ambiente em determinado espaço, de forma a confirmar ou afastar a hipótese de risco a saúde humana.

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Descobrindo a “matéria escura” das bactérias que vivem em resíduos tóxicos de mineração

Descoberta de novas espécies e estudo da interação com outras bactérias poderá facilitar descontaminação de minas de cobre

Por Júlio BernardesEditorias: Ciências AmbientaisCiências Biológicas – URL Curta: jornal.usp.br/?p=274170


Foto: Cedida pelo pesquisador/Leandro Nascimento Lemos

Mineração de cobre potencializa drenagem ácida de mina, solução aquosa formada a partir da oxidação de minerais sulfetados, como a calcopirita, com altos teores de metais pesados e acidez, que pode contaminar águas subterrâneas e solo.

“Nos resíduos de mineração de cobre, conhecidos como drenagem ácida, vivem bactérias que ainda não são cultivadas em laboratório e por isso são pouco estudadas, embora possam ser essenciais em processos de descontaminação dos resíduos. Para encontrar essas bactérias, conhecidas como “matéria escura microbiana”, uma pesquisa com participação do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, reconstruiu seu genoma a partir do sequenciamento genético de todas as espécies de micro-organismos em amostras da drenagem ácida de uma mina no Pará. O trabalho identificou duas novas espécies de bactérias do grupo Saccharimonadia, cujo genoma é tão pequeno que elas precisam associar-se a outras bactérias para sobreviver. Essa interação poderá levar a aplicação das espécies em conjuntos de micro-organismos usados para remediar a contaminação.

“Apesar dos benefícios econômicos oriundos da mineração, esta atividade potencializa a produção de drenagem ácida de mina, que é caracterizada por uma solução aquosa formada a partir da oxidação de minerais sulfetados, como por exemplo a calcopirita”, explica o biólogo Leandro Nascimento Lemos, que integrou o grupo de pesquisa. “Este material é constituído por altos teores de metais pesados e pH ácido, extremamente baixo, que pode contaminar o solo e o lençol freático, ou seja, cursos de água subterrâneos.”

De acordo com o biólogo, uma importante alternativa para controle da drenagem ácida de mina é a biorremediação. “A biorremediação é um processo que utiliza microrganismos, especialmente do próprio ambiente, que podem auxiliar na neutralização da acidez (pH)”, descreve. “Um grupo muito usado para esse fim são as bactérias redutoras de sulfato.”

O pesquisador destaca que as interações entre os membros das comunidades microbianas presentes na drenagem ácida são fundamentais para o desempenho da biorremediação. “O objetivo da pesquisa foi investigar o metabolismo de duas novas espécies do grupo Saccharimonadia e suas interações ecológicas com outras bactérias que estão presentes em drenagem ácida de mina”, aponta. “O grande desafio foi reconstruir o genoma destes micro-organismos, tendo em vista que entre 85% e 99% deles ainda não são cultiváveis em laboratório, devido a dificuldade de simular as condições do ambiente em que vivem.”

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Pesquisa analisou amostras de drenagem ácida da Mina do Sossego, no município de Canaã dos Carajás, localizada no sudeste do Estado do Pará – Foto: Cedida pelo pesquisador/Leandro Nascimento Lemos
Extração e sequenciamento do DNA genômico de todas as espécies microbianas nas amostras forneceu dados para identificação de duas novas bactérias do grupo Saccharimonadia Foto: Cedida pelo pesquisador/Leandro Nascimento Lemos

Matéria Escura Microbiana

A dificuldade de cultivo das bactérias estudadas no trabalho faz com que sejam consideradas por especialistas em microbiologia como “microbial dark matter”, isto é, “matéria escura microbiana”. “A localização e identificação foi a partir do uso de abordagens avançadas de metagenômica (estudo de material genético recuperado diretamente de amostras ambientais) e bioinformática”, relata Nascimento Lemos. “Inicialmente foram coletadas amostras de drenagem ácida da Mina do Sossego, em Canaã dos Carajás, no Pará. “Por meio de técnicas de biologia molecular, baseadas na extração e sequenciamento massivo do DNA genômico de todas as espécies microbianas que estão nas amostras, foi possível obter uma enorme quantidade de dados.”

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Estrutura de bactéria descoberta na pesquisa, não cultivada em laboratório – Imagem: Reprodução / Genomic signatures and co‐occurrence patterns of the ultra‐small Saccharimonadia (phylum CPR/Patescibacteria) suggest a symbiotic lifestyle


Por se tratar de micro-organismos que ainda não foram cultivados, os genomas dessas novas espécies foram reconstruídos a partir de fragmentos presentes em uma comunidade microbiana de alta complexidade. “Este processo é análogo à montagem de um quebra-cabeça”, conta o biólogo, “onde as peças individuais, que representam fragmentos de genomas de todas as espécies que estão na comunidade microbiana, são agrupadas com base em características comuns.”

Investigando o genoma das bactérias, os pesquisadores descobriram que elas não apresentam genes associados a biossíntese de aminoácidos, nucleotídeos, ácidos graxos e cofatores, que são moléculas fundamentais para a sobrevivência de bactérias de vida livre. “Além disso, por apresentarem um genoma muito pequeno, menor que 1 Megabase (Mbp), quando uma bactéria de solo, por exemplo, tem em média um genoma de 4.5 Mbp, foi levantada a hipótese de que elas poderiam estar vivendo em simbiose com outras bactérias”, ressalta o pesquisador.

Grupos bacterianos encontrados nas amostras de drenagem ácida – Imagem: Reprodução / Genomic signatures and co‐occurrence patterns of the ultra‐small Saccharimonadia (phylum CPR/Patescibacteria) suggest a symbiotic lifestyle

Usando métodos computacionais baseados na Teoria de Redes Complexas, a pesquisa encontrou evidências de co-ocorrência e dependência metabólica com outras bactérias, tais como as do gênero Hydrotalea. “Por elas co-ocorrem com outras bactérias que são potenciais para o processo de biorremediação, mas que ainda não foram cultivadas, no futuro elas poderiam ser aplicadas em consórcios microbianos para descontaminação de solos”, conclui Nascimento Lemos. O trabalho é descrito no artigo Genomic signatures and co‐occurrence patterns of the ultra‐small Saccharimonadia (phylum CPR/Patescibacteria) suggest a symbiotic lifestyle, publicado na revista Molecular Ecology em 25 de agosto.

Interações das duas novas bactérias identificadas no estudo – Imagem: Reprodução / Genomic signatures and co‐occurrence patterns of the ultra‐small Saccharimonadia (phylum CPR/Patescibacteria) suggest a symbiotic lifestyle

A pesquisa foi realizada por um grupo multidisciplinar, coordenado pelo professor que Victor Pylro, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. A reconstituição do genoma das bactérias foi feita na Plataforma de Bioinformática do Instituto René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Minas Gerais. Também integraram o grupo de pesquisa Julliane Medeiros, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Francisco Dini-Andreote, da The Pennsylvania State University (Estados Unidos), Gabriel Fernandes, da Fiocruz Minas, Alessandro Varani, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Guilherme Oliveira, do Instituto Tecnológico Vale, em Belém (Pará).”

Mais informações: email llemos@usp.br, com Leandro Nascimento Lemos

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AMOSTRAGEM DE VAPORES DO SOLO (VOC) – HIDROSUPRIMENTOS

O HS VAPOR WELL é uma miniatura de poço fabricado em aço inox para instalação no solo, e pode ser usado em diversos tipos de projetos, como:

• Monitoramento de vapores no solo;
• Amostragem de Água Subterrânea;
• Pontos de medidas para ensaios a vácuo;
• Poços de Monitoramento de uma extração de vapores;
• Intrusão de Vapores;
• Air Sparging;

Para a instalação das ponteiras é necessário um equipamento de cravação do tipo direct-push. Depois de instalado, o usuário pode coletar amostras representativas da concentração de gases contidos no solo. A interligação da ponteira com a superfície é realizada através de uma tubulação de Teflon ou Polietileno. Essa tubulação pode ser utilizada com diversos diâmetros, e também em conjunto com válvula do tipo Swagelock, e todos esses acessórios integram a linha de produtos HIDROSUPRIMENTOS.

O HS-SubSlab é a solução ideal para o monitoramento da intrusão de vapores. Essa ferramenta possibilita amostrar vapores sob o piso de concreto de áreas construídas.

Com o HS-SubSlab você poderá estabelecer diversos pontos de amostragem na mesma área, podendo ainda modificá-los de lugar caso necessário, pois são reutilizáveis. Possui uma eficiente vedação, reduzindo as possibilidades de perdas de vapores.

Nos projetos de Gerenciamento de Áreas Contaminadas o HS-SubSlab também pode ser utilizado em investigações ambientais de áreas fontes de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis) e no monitoramento de vácuo em ensaios pilotos para determinação do seu raio de influência para dimensionamento do Sistema de Remediação.

VANTAGENS:

  • Melhor custo-benefício;
  • Reduz a perda dos vapores;
  • Minimiza os danos causados no piso;
  • Maior confiabilidade nas análises.
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TAMPA DE CALÇADA E TAMPA DE PROTEÇÃO PARA POÇO DE MONITORAMENTO – HIDROSUPRIMENTOS

A CÂMARA DE CALÇADA e a TAMPA DE PROTEÇÃO para poços de monitoramento HIDROSUPRIMENTOS foram desenvolvidas especialmente para uso em locais com tráfego intenso, e representam proteção total para seu poço de monitoramento ou remediação de 2 ou 4 polegadas.

O sistema de vedação com anéis de borracha possibilita o perfeito isolamento e proteção, evita entrada de líquidos que possam causar contaminação induzida.

No momento da amostragem, a boca de seu poço de monitoramento estará sempre limpa e seca, isenta de poeira e detritos.

Fabricada em alumínio de alta resistência, com pintura especial eletrostática a pó, é leve, de fácil armazenamento e transporte, e valoriza a sua obra pelo ótimo acabamento e funcionalidade que proporciona.

O sistema de fechamento com chave especial evita vandalismo e a entrada de sólidos e líquidos indesejados, colaborando de forma determinante para a qualidade da sua amostragem de água ou de gases atendendo todas as Normas Técnicas vigentes.

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