Resíduos sólidos em debate

 24/01/2019 disponível em cetesb.sp.gov.br

Reunião técnica sobre a gestão de resíduos municipais

“A gestão dos resíduos sólidos é uma questão que requer esforço dos municípios. Para contribuir, a CETESB tem realizado reuniões técnicas. Na quinta-feira, 24 de janeiro, a diretora-presidente Patrícia Iglecias recebeu os prefeitos de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, e de Ourinhos, Lucas Pocay Alves da Silva, para esclarecer as dúvidas sobre o assunto.

Embora tenha suas especificidades, Guarulhos e Ourinhos estão empenhados em resolver a questão dos resíduos sólidos e a correta destinação, além de aproveitar da melhor maneira o que pode gerar recursos para os municípios.

“Esta reunião técnica permitiu encaminhar as dúvidas para chegarmos às soluções mais adequadas em cada caso”, destacou Patrícia Iglecias.”

Patrícia Iglecias e Gustavo Henric Costa

Patrícia Iglecias e Gustavo Henric Costa

Lucas Pocay Alves da Silva, Patrícia Iglecias e secretário de Serviços Públicos de Ourinhos Edmilson Americano

Lucas Pocay Alves da Silva, Patrícia Iglecias e secretário de Serviços Públicos de Ourinhos Edmilson Americano

Reunião técnica sobre a gestão de resíduos municipais

Reunião técnica sobre a gestão de resíduos municipais

Texto: Luciana Reis
Fotos: Pedro Calad

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PHOCHECK TIGER – MONITORAMENTO DE VOC´s

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HS SUBSLAB – INSTRUSÃO DE VAPORES DO SOLO

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A CASA DO PROFISSIONAL DE MEIO AMBIENTE

www.hidrosuprimentos.com.br
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Rio Pinheiros ganhará teste com nanobolhas para combater poluição

Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP utilizará tecnologia semelhante à adotada para despoluir lago no Peru

Por Silvana Salles – disponível em jornal.usp.br

Teste na zona sul de São Paulo não terá uso de produto químico nem geração de resíduos – Foto: Marcos Santos / USP Imagens


“Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP irá analisar a eficiência da aplicação da tecnologia de nanobolhas para a melhoria da qualidade da água do Rio Pinheiros, em São Paulo. Os testes serão realizados em dois canais da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) localizados junto à Usina Elevatória de Traição e devem começar em cerca de dois meses, quando a montagem do equipamento estará completa.

“As nanobolhas já vêm sendo utilizadas em outros países com muito sucesso na despoluição de águas superficiais”, diz a engenheira Paula Vilela, citando o caso do lago El Cascajo, em Chancay, no Peru. “Ela (a tecnologia) pode ser utilizada em qualquer sistema de aeração artificial de meios aquáticos”, completa.
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Paula realiza a pesquisa no pós-doutorado junto ao Departamento de Saúde Ambiental da FSP, sob orientação do professor Pedro Caetano Mancuso. Ela utilizará um gerador que produz nanobolhas em dimensões inferiores a 50 nanômetros – o que equivale a 0,00005 milímetros. Além do tamanho diminuto, as nanobolhas se comportam de maneira diferente das bolhas visíveis a olho nu. Elas não flutuam em direção à superfície nem se rompem rapidamente. Podem durar por várias horas ou até alguns meses. Deslocam-se com menor velocidade e são mais estáveis do que as bolhas maiores.

Para realização dos testes, o gerador de nanobolhas será integrado a uma bomba centrífuga, uma cápsula geradora de ozônio e um painel de comandos elétricos. “Não existe uso de produto químico nem geração de resíduos”, afirma Paula. As nanobolhas produzidas por esse tipo de sistema costumam ser feitas de ar, gás oxigênio ou ozônio. A engenheira espera observar a depuração dos contaminantes como próprio resultado do movimento das nanobolhas.

Antes de ligar o gerador de nanobolhas, os pesquisadores irão coletar a água do rio para fazer novas análises laboratoriais. Uma vez que o equipamento estiver em funcionamento, essas análises serão feitas semanalmente nos canais, para monitorar mudanças nas condições da água. Paula também quer verificar detalhadamente o efeito da tecnologia sobre as máquinas do sistema de bombeamento da usina, que são prejudicadas pelo lodo e os materiais sólidos. A ideia é verificar se o uso das nanobolhas é capaz de melhorar as condições de operação das máquinas.

Segundo a engenheira, testes preliminares realizados em abril de 2017 superaram as expectativas dos pesquisadores. Após o uso do gerador de nanobolhas, a água antes carregada de poluição ficou sem odor e sem cor. As análises laboratoriais revelaram, ainda, outros resultados positivos, com significativa redução de contaminantes.”

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VOCÊ SABE QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE SOLOS NO BRASIL?

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Fonte: igeologico.com.br

“Na Pedologia, o solo é definido como uma “coleção de corpos naturais, constituídos por partes sólidas, líquidas e gasosas, tridimensionais, dinâmicos, formados por materiais minerais e orgânicos que ocupam a maior parte do manto superficial das extensões continentais do planeta, contêm matéria viva e podem ser vegetados na natureza onde ocorrem e, eventualmente, terem sido modificados por interferências antrópicas” (EMBRAPA, 2013, p. 27).

A formação do solo ocorre a partir da alteração (intemperismo) do material de origem (rocha ou sedimento) causada pelos organismos e pelo clima, em um  determinado tempo e com o controle do relevo. Assim, os fatores de sua formação são: material de origem, clima, organismos, relevo e tempo que atuam de forma integrada e concomitante.

Principais horizontes e camadas dos solos

Horizonte Hístico (H ou O) – é um horizonte de constituição orgânica, em que o teor de carbono orgânico deve ser ≥ 8%. O horizonte hístico pode ser formado em ambientes com excesso de água (encharcados), como várzeas, veredas, pântanos, mangues, etc. Nesse caso, ele é reconhecido como horizonte H. Já nos ambientes sem encharcamento, recebe a denominação de horizonte O. Geralmente são formados por vegetação florestal, onde o aporte de matéria orgânica é muito grande.

Horizonte A – é um horizonte de constituição mineral, cujas características (cor, estrutura e consistência) são associadas à presença de matéria orgânica decomposta, húmus.

Horizonte E – horizonte de constituição mineral, cujas características (como cor e textura, principalmente) indicam perda de argila ou húmus por transporte de material. A letra E está associada ao processo de eluviação (perda) que, quando é muito acentuada, deixa o horizonte E completamente branco (presença marcante de areia), recebendo a adjetivação de horizonte E álbico.

Horizonte B – horizonte de constituição mineral, cujas características (cor, textura, estrutura, etc.) refletem a atuação dos processos de formação do solo. Geralmente, o horizonte B já não apresenta características do material de origem, pois elas já foram alteradas pela pedogênese.

Horizonte ou camada C – é de constituição mineral, sendo considerado horizonte quando formado pela alteração do material de origem, ou seja, associado ao intemperismo da rocha (formação in situ) e, muitas vezes, ainda apresenta alguma característica desta.

Camada R – trata-se da rocha não alterada .

Figura 01: Principais horizontes e camadas dos solos.

Classes de solo no Brasil

Segundo o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (2006),  no Brasil são reconhecidas 13 classes de solos ,   considerando apenas o primeiro nível categórico. A seguir será feita uma breve descrição dessas classes:

Neossolos

  • São solos jovens, sem horizonte B, formados em ambiente sem excesso de água. Como são solos muito heterogêneos, estes podem ser divididos considerando o segundo nível categórico.

Neossolos Regolíticos

  • Sequência possível de horizontes: A/C/R, com espessura do A+C > 50 cm. São solos normalmente associados aos locais de relevo mais movimentado, onde a taxa de pedogênese é baixa, ou onde a erosão é acentuada (processo de rejuvenescimento do solo). • São solos altamente susceptíveis à erosão pela presença superficial do horizonte C. Ocorre pontualmente em todo o território brasileiro.

Neossolo Regolítico eutrófico. Fonte: Acervo da Embrapa Solos. Foto: Maria de Lourdes Mendonça Santos

 Neossolos Quartzarênicos

  • Sequência possível de horizontes: A/C/R, sendo que as texturas dos horizontes A e C devem ser arenosas, ou seja, ter % areia ≥ 70%. São solos associados a áreas de litologia de arenitos e quartzitos. Bastante comuns no semiárido, algumas áreas do sul e do cerrado brasileiro.

Figura:Perfil de NEOSSOLO QUARTZARENICO. Município de Brasilia de Minas – MG.

Neossolos Flúvicos

  • Solos formados por camadas de sedimentos aluviais (depositados pelos rios). Ocorrem em todo o Brasil na margem dos rios. São muito heterogêneos e difíceis de ser caracterizados com relação à fertilidade e textura, pois cada camada pode possui uma característica diferente.

Figura: Perfil de NEOSSOLO FLUVICO.

Neossolos Litólicos

  • Sequência possível de horizontes: A/R; A/C/R, sendo que, no segundo caso, a espessura do horizonte A somada com a do horizonte C deve ser ≤ 50 cm. Ocorrem pontualmente por todo o território nacional, tendendo a se concentrar em áreas de relevo bastante movimentado. A principal limitação a seu uso agrícola é sua pequena espessura. Suas características de fertilidade e textura estão diretamente relacionadas às características do material de origem.

Figura: Perfil de NEOSSOLO LITÓLICO cascalhento. Município de Alexânia– GO.

Organossolos

  • Sequência possível de horizontes: O/A/B/C ou H/C. São solos que apresentam horizonte hístico (O ou H) com, no mínimo, 40 cm de espessura.

Perfil de ORGANOSSOLO no município de Catas Altas – MG.

Gleissolos

  • Possível sequência de horizontes: H/Cg (com H < 40 cm) ou A/C. São solos que ocorrem somente em áreas encharcadas.  O horizonte A é muito escuro e está sobre um horizonte C bem claro, com possível presença de mosqueados. O gleissolos são encontrados em áreas de várzeas, veredas, mangues, etc.

Perfil de GLEISSOLO no município de Uberlândia – MG.

Chernossolos

  • Sequência possível de horizontes: A/R; A/C/R e A/B/C/R. Solos pouco profundos com horizonte superficial A chernozêmico sobre horizonte B textural avermelhado, com argila de atividade e saturação por bases alta. Ocorrem em quase todas as regiões do Brasil, em pequenas extensões, geralmente associados às rochas pouco ácidas em climas com estação seca acentuada. A fertilidade é bastante elevada, logo, as condições para o enraizamento em profundidade são muito boas, principalmente se a profundidade do solo for adequada.

Perfil de CHERNOSSOLO no município de Italva – RJ.

 Vertissolos

  •  São solos ricos em argila do tipo 2:1, sendo comum na região nordeste do Brasil. Em época seca, eles se contraem e, em função da contração, ocorre a formação de fendilhamentos profundos e rachaduras,  na época úmida, se expandem.   Normalmente, o material da superfície cai nessas fendas, gerando uma contínua mistura dos constituintes dos horizontes do solo, o que dificulta a formação do horizonte B. Por isso, normalmente, não apresenta horizonte B, tendo como sequência mais típica Av/Cv (o v indica características vérticas – expansão e contração do solo). A maior parte destes solos é pouco espessa, tendo menos de 2 metros de profundidade.  Apresentam fertilidade alta, porém são difíceis de serem manejados. Quando seco, eles são extremamente duros e, quando úmidos, muito plásticos e pegajosos.

Perfil de VERTISSOLO no município de Floriano –PI.

Espodossolos

  •  Possível sequência de horizontes: A/E/Bh/C.  Os espodossolos ocorrem em solos arenosos, condição que favorece a movimentação de húmus (podzolização). No horizonte Bh apresenta coloração escura. No processo de podzolização, parte do húmus estaciona no horizonte B e parte atinge o nível freático, consequentemente influenciando a coloração dos rios da região, que fica escura. Em razão ao húmus na água e pelo seu pH reduzido, há floculação e sedimentação no leito do rio, fazendo com que quase não haja sedimentos.

Figura: ESPODOSSOLO Humilúvico hidromórfico. Fonte: Embrapa Solos. Foto: Maria de Lourdes Mendonça Santos

Plintossolos

  • Possível sequência de horizontes: A/Bf/C.  O horizonte Bf é resultado de problemas de drenagem (com  encharcamentos temporários), favorecendo a concentração de ferro e a formação de plintitas. Esta dificuldade de drenagem é gerada pela mudança drástica de porosidade dentro do perfil do solo. Quando há endurecimento da plintita (petroplintitas), o solo é denominado de plintossolo pétrico.

Figura: Perfil de PLINTOSSOLO Pétrico, no município de Piracuruca – PI

Argissolos

  • Tem como processo específico de formação o transporte de argila.  Possível sequência de horizontes: A/E/Bt/C ou A/Bt/C.  São solos que ocorrem somente em áreas encharcadas.  A argila do Bt deve ser de baixa atividade (Tb).  Esta é a segunda classe de solos mais comum no país, após a classe dos latossolos. É comum encontrar argissolos associados aos latossolos nas mesmas áreas, sendo que os latossolos ocorrem em locais mais planos e os argissolos, nos mais movimentados. Os argissolos tendem a ser mais férteis que os latossolos, porém mais susceptíveis à erosão.Figura: Perfil de ARGISSOLO. Município de Brasilia de Minas – MG.

Nitossolos

  • Sofreram podzolização com movimentação de argila, porém nunca apresentam horizonte E. Possível sequência de horizontes: A/B nítico/C.  O horizonte B nítico apresenta cerosidade (moderada a forte) e está associado a materiais de origem com pouco silício, não formando gradiente textural. A argila do B nítico também deve ser de baixa atividade (Tb), ou seja, CTC argila < 24 cmolc/kg. Os nitossolos mais comuns no Brasil estão associados a basalto e predominam na região sul do Brasil, nas áreas onde ocorreu o derrame basáltico.

Figura: Perfil de NITOSSOLO, entre os municípios Guiricema e Miraí – MG

Luvissolos

  • Sequência possível de horizontes: A/E/Bt/C; A/Bt/C.  A argila do Bt deve ser de alta atividade (Ta), ou seja, CTC argila ≥ 24cmolc/kg, conjugada com V% maior ou igual a 50%.  Ocupam 15% da área do semiárido, predominando na região mais seca, o sertão.  Este tipo de solos está associado a ambiente pouco lixiviado, e são solos extremamente férteis, porém rasos, raramente ultrapassando 2 m.  Apresentam rochosidades (presença de restos da rocha de origem) misturadas no solo e na superfície.  Normalmente, apresentam horizonte A fraco, pois o clima da região dificulta a produção de matéria orgânica.

Figura: Perfil de LUVISSOLO, com Horizonte B argila de alta atividade. Município de Viçosa – MG.

Planossolos

  • Formado por podzolização de argila, com transição abrupta do horizonte E para o B. É comum a ocorrência de mudança textural abrupta, gerando impermeabilização natural, o que pode acarretar a formação de um nível freático temporário suspenso no período chuvoso. Normalmente, há mosqueados no topo do B plânico. Possível sequência de horizontes: A/E/Bplânico/C.

Figura: Perfil de PLANOSSOLO , no municipio de Salinas – MG.

Cambissolos

  • Possível sequência de horizontes A/Bi/C. Não existe processo de formação ou característica definida para este tipo de solo. Está associado a áreas de relevo movimentado e, que normalmente é muito suscetível à erosão.

Figura: Perfil de CAMBISSOLO, com horizonte B incipiente, no município de Mariana – MG.

Latossolos

  • Os latossolos representam cerca de 50% dos solos do Brasil. Constituem solos com horizonte B latossólico e são, sob o ponto de vista pedogenético, os solos mais desenvolvidos da crosta terrestre. Possuem perfil muito profundo apresentando sequência de horizonte, A, B e C, com predominância de transições difusas e graduais entre os sub-horizontes. A profundidade do solum (horizonte A + B) normalmente é superior a dois metros.

Figura: Perfil de LATOSSOLO VERMELHO, com exposição do Horizonte B muito profundo. Município de Igarapava – SP

Nesse texto abordamos os principais tipos de solos ocorrentes no Brasil  considerando somente o 1° nivel categórico de classificação.

Espero que tenha gostando!! Até a próxima pessoal!”

Referencias Bibliográficas

AGENCIA EMBRAPA DE TECNOLOGIA. Disponível em: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br. Acesso em junho de 2018.

EMBRAPA. Disponível em: https://www.embrapa.br/solos/sibcs/classificacao-de-solos/ordens:  Acesso em junho de 2018.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 3ª edição. Rio de Janeiro, 2013.

SANTOS, R.D.; LEMOS, R.C.; SANTOS, H.G. dos; KER, J.C.; ANJOS, L.H.C. dos. Manual de Descrição e Coleta de Solo no Campo. SBCS/CNPS – EMBRAPA. 6ª edição. Viçosa, 2013.

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Um livro com 50 anos de história e estórias….

Publicação em comemoração aos 50 anos da CETESB será partilhada com toda sociedade

“Uma história, no começo pequena. Eram 15 funcionários, e hoje contempla um quadro de 1.936 colaboradores. Cada parte de suas instalações, na Capital ou no Interior, tem algo a revelar.

Entre história e estórias, foi escrito o livro comemorativo à data, que assim como a jornada da CETESB, foi redigido por muitas mãos. Em suas 200 páginas, o leitor vai viajar pela luta ambiental mundial, brasileira e chegará à CETESB.

São 50 anos de desenvolvimento e transferência de tecnologia. Uma caminhada vitoriosa, iniciada no tempo em que lutar pela qualidade ambiental era para poucos visionários.

Um convite, conheça a trajetória da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, da fundação às suas pretensões futuras.”

Fonte: cetesb.sp.gov.br

– Download do livro
– Download da versão para impressão

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Menor em bairros vulneráveis, coleta seletiva só recolhe 2% do lixo em SP

“Dados estão em estudo da Faculdade de Saúde Pública; pesquisadora também defende que a coleta deve se somar a outras ações

Por Redação – Editorias: Ciências Ambientais – URL Curta: jornal.usp.br/?p=216784

Foto: HVL/Wikimedia Commons

Um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP analisa a eficácia social da Política Nacional de Resíduos Sólidos no sistema de coleta seletiva implantado no município de São Paulo. A tese de doutorado de Marli Aparecida Sampaio foi centrada nos anos de 2013 a 2016 e relacionou a compatibilidade do cenário com a ordem jurídica brasileira vigente.

A pesquisa mostrou que, nesse período, a Prefeitura de São Paulo, utilizando verbas federais, considerou a coleta seletiva 100% implantada em 52 distritos, do total de 96. Já os distritos que apresentavam implantação parcial do sistema eram, em sua maioria, os mais pobres e vulneráveis, considerando variáveis relacionadas a emprego, renda e moradia. Isso demonstra que nos distritos onde o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social é mais alto, a coleta seletiva é menor, e nos que abrigam menos domicílios em situação de vulnerabilidade social a porcentagem de coleta seletiva é maior.

Aterro – Foto: Wikipédia

A pesquisadora cita o exemplo da empresa Hiplan Construções e Serviços de Manutenção Urbana Ltda., “que recebeu quase 50% do montante das verbas federais recebidas pela Prefeitura. A empresa concentrou suas atividades nas subprefeituras do Campo Limpo, da Lapa e do Butantã, variando nessas regiões de 79% a 100% de implantação da coleta seletiva, enquanto que em outras localidades, como Perus, a implantação foi de 5% e 0,05% de coleta efetivamente realizada”.

Outro dado levantado pela pesquisadora foi a queda do índice de implantação da coleta seletiva: em 2016, ano em que a Prefeitura alega ter universalizado a coleta seletiva, foi de 2,11%, tendo 97,89% do total coletado destinado a aterro sanitário; já em 2017 foi de 2,09%.

O estudo demonstrou que a coleta seletiva não está universalizada, mas sim expandida. Para a Prefeitura, a coleta expandida é caracterizada se em todo um distrito houver pelo menos uma rua com coleta seletiva.

A coleta seletiva não basta por si só

Marli explica que a implantação da coleta seletiva não basta por si só, isto é, ela deve ser implantada com outras ferramentas, como ações de educação ambiental e com o sistema de logística reversa, que implica na responsabilidade da organização pelo ciclo de vida dos produtos. Por esse motivo, apesar da implementação da cobrança de sacolinhas plásticas, a coleta seletiva está estabilizada desde 2015.

Para a pesquisadora, é a própria sociedade sofre as consequências da implantação da coleta seletiva dissociada dos demais fatores, descumprindo princípios legais e expondo sua saúde a riscos.

Ela também esclarece que a eficiência de um bom sistema de coleta seletiva depende, em larga medida, de uma segregação adequada de resíduos sólidos, que terá como resultante uma boa coleta seletiva, voltando-se ao consumo sustentável.

Foto: flavio_boaventura/flickr.com

Uma das questões abordadas na pesquisa é sobre a quem deve recair os custos da coleta. O interesse no reaproveitamento da matéria-prima não se aplica, de forma geral, a embalagens plásticas, por exemplo, oriundas de uso domiciliar. Nesses casos, quem arca com os custos é o poder público, que repassa ao contribuinte por meio dos impostos. Esse cenário, portanto, é favorável para que o produtor não manifeste preocupação com o destino final de suas embalagens.

Nas palavras da pesquisadora, “o produtor lança suas embalagens no mercado, sem preocupação alguma com sua composição, ou quantas centenas de anos passarão até que essa embalagem se degrade totalmente na natureza e deixa que a conta recaia sobre o Poder Público e com o contribuinte, para que arquem com os custos de recolher e remunerar quem recolha essas embalagens, já que poucas delas são economicamente viáveis para o retorno à linha de produção”.

Marli considera que seu estudo pode ajudar a municipalidade a melhorar a coleta seletiva na capital e, dessa forma, ter maior proteção à saúde humana e à qualidade ambiental.

Defendida em agosto de 2018, a tese intitulada Justiça ambiental nas atribuições de responsabilidade compartilhada: o caso do direito de acesso à coleta seletiva no Município de São Paulo pode ser acessada no Banco de Teses da USP.

Da Assessoria de Comunicação da FSP

Mais informações: e-mail imprensafsp@fsp.usp.br, Assessoria da Faculdade de Saúde Pública.

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