Estudo apresenta tecnologias para o aproveitamento dos resíduos sólidos urbanos

A análise mostrou quatro tecnologias existentes e viáveis; o próximo passo é avaliar qual município do estado tem potencial para receber o projeto
  • 28 fev, 2019, disponível em ambiente.sp.gov.br

“Um estudo contratado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para analisar o potencial energético do Estado aponta o co-processamento ou combustível derivado de resíduos para uso na indústria (CDRU) como a melhor tecnologia para geração de energia a partir de resíduos sólidos urbanos no estado de São Paulo.

A apresentação dos Resultados finais para determinação do potencial existente para geração de energia com resíduos sólidos no Estado de São Paulo foi realizada na terça-feira, 26 de fevereiro, na sede da SIMA. O próximo passo é avaliar qual município do estado tem potencial para receber um projeto como este.

O estudo apontou quatro tecnologias já existentes e implantadas em outros países: co-processamento (combustível derivado de resíduos para uso na indústria), processamento térmico (incineração), digestão anaeróbica (tratar parte orgânica dos resíduos) e biogás de aterro.

“A geração de energia a partir dos resíduos sólidos é o futuro. Então precisamos transformar projetos em algo tangível”, destacou o secretário executivo de Infraestrutura Gláucio Penna.

De acordo com a consultora Angeles Lopez, da IDOM, todas as tecnologias são viáveis e factíveis para gerar energia no estado de São Paulo. Mas, o co-processamento ou combustível derivado de resíduos urbanos (CDRU) foi o melhor avaliado, quando levado em conta análise técnica, econômica e ambiental.

A diretora-presidente da CETESB Patrícia Iglecias destacou que esta é uma temática fundamental e que a CETESB vem trabalhado a questão da inovação nos resíduos sólidos. “O fato de haver um estudo que possa nos conduzir e trazer essas novas tecnologias para o nosso estado é bastante importante. E não podemos parar nos resultados dos estudos. Mas que possam se tornar pilotos e serem de fato aplicados em São Paulo, sempre indutor de políticas públicas no país”.

O presidente da Sabesp Benedito Braga lembrou que a empresa também investe na questão da destinação adequada dos resíduos sólidos e tem um piloto, na Usina de Tratamento de Esgoto Barueri, que trata o lodo resultado do tratamento de esgoto.

Já o consultor do BID Luís Lopes ressaltou a importância de transformar todo esse estudo em empreendimento público-privado, transformar os resíduos sólidos urbanos em energia, em alguma forma de produção útil para a sociedade, gerando riqueza, emprego e renda, cada vez mais sustentável.”

Texto: Luciana Reis
Foto: Gilberto Ruiz

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