Descarte adequado minimiza os impactos ambientais na natureza

 

O Curso de Aterros Sanitários, da Escola Superior da CETESB contou com a participação de 27 alunos

 

“A Escola Superior da CETESB – ESC realizou entre os dias 23 e 26/04 o curso “Aterros Sanitários”, com a participação de 27 alunos provenientes de vários estados do Brasil. O programa abordou temas como: Aspectos Institucionais e Contextualização ante as Políticas Nacional e Estadual de Resíduos, Sistemas de Proteção Ambiental, Geração de Biogás e Impactos Atmosféricos, Licenciamento Ambiental, Critérios Práticos de Aproveitamento de Gases e Monitoramento Geotécnico.

A coordenação técnica coube a Alfredo Rocca, da Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental e coordenação executiva de Renato Médice Kacinskis, do Setor de Cursos e Transferência de Conhecimento.Segundo Rocca, a concepção dos aterros sanitários evoluiu ao longo do tempo, de um enfoque por abordagens em saúde pública, que prioriza o controle de vetores transmissores de doenças, à adoção de medidas preventivas à poluição ambiental e, ao reaproveitamento energético de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que incentiva o reaproveitamento do biogás gerado pela decomposição do lixo.

“Outro aspecto importante a considerar, diz respeito ao gás metano emanado dos aterros sanitários. O gás metano, produto da decomposição anaeróbica da matéria orgânica contida no lixo, é um gás de efeito estufa e sua queima indiscriminada pode gerar óxidos de nitrogênio, precursores do ozônio atmosférico”, advertiu o especialista.

Por sua vez, o docente convidado Luiz Sérgio Kaimoto, da empresa CEPOLLINA Engenheiros Consultores, mostrou a realidade nacional no que diz respeito a projetos de operação de aterros sanitários os quais classifica, dentre um panorama técnico, superiores a vários aterros da Europa e dos Estados Unidos. “Como parte dessa avaliação, ressalto a aplicação de técnicas de engenharia e planejamento ao longo de toda trajetória de desenvolvimento da operação”, frisou.

Para a aluna Vera Marcia Acceturi, “o curso proporcionou maior segurança ao entendimento, na medida que fortaleceu o pensamento técnico nas bases político-administrativas relacionadas às premissas de soluções consorciadas; citou as experiências da CETESB no âmbito do monitoramento; e principalmente, elucidou novas tecnologias como o aproveitamento do biogás para geração de energia elétrica”, exemplificou a Engª Civil e Fiscal Ambiental do IMASUL – Instituto do Meio de Mato Grosso do Sul.

“Participar do curso de Aterros Sanitários promovido pela CETESB foi muito importante. Na vanguarda das ações ambientais, os professores se mostraram didáticos e qualificados”, avaliou o engenheiro sanitarista e ambiental Leandro Gonçalves da Silva, Pindamonhangaba.

De acordo com o Thiago Marcel Campi, docente do corpo técnico da CETESB, o aterro sanitário deixou há muito tempo de ser um lugar distante e indesejável no qual se joga o lixo. ”Passamos de um conceito antigo no qual o importante era cobrir os resíduos por questões de saúde pública, para uma nova época, na qual a proteção ambiental é imprescindível e os resíduos são vistos como material de potencial reutilização, reciclagem e recuperação energética. A utilização de novos materiais, tecnologias e critérios de projeto vêm sendo pesquisados no meio acadêmico e experimentado pelos projetistas nos aterros sanitários, trazendo maior segurança do ponto de vista ambiental para este tipo de atividade,” revelou.

No último dia, o curso proporcionou aos alunos uma visita técnica, com objetivo de ensino/aprendizagem, às unidades da empresa Essencis Soluções Ambientais, empresa especializada nas questões de tratamento, valorização e destinação de resíduos.”

 

Texto: Wanda Carrilho – ETGC – Setor de Cursos e Transferência do Conhecimento. Disponível em cetesb.sp.gov.br

 

 

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