Plataforma ajuda a garantir qualidade de métodos de análise em laboratório

Disponível on-line, plataforma valida métodos de análise, calcula incertezas e garante qualidade dos resultados

Por Júlio Bernardes – Editorias: Ciências Exatas e da TerraTecnologia – URL Curta: jornal.usp.br/?p=237575

Desenvolvida por dois professores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, plataforma disponível on-line permite validar métodos utilizados em análises de laboratório, calculando as incertezas e garantindo a qualidade dos resultados – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens


“Análises em laboratório, na indústria, agricultura e saúde, entre outras áreas, precisam ter métodos válidos, que atendam às exigências dos órgãos reguladores. Para facilitar a avaliação desses métodos, dois professores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP criaram uma plataforma que analisa no computador os resultados das análises e atesta se estão de acordo com as normas, fornecendo um relatório de validação, cálculo de incertezas e garantia da qualidade dos resultados relacionados aos métodos utilizados. A plataforma, acessível on-line, também pode ser utilizada por cientistas, pesquisadores e alunos para validarem métodos desenvolvidos ou aplicados à pesquisa, calculando a incerteza dos resultados de suas medições.

A plataforma ConfLab foi desenvolvida na empresa Qualilab, criada pelos professores do IQSC, Igor Renato Bertoni Olivares e Vitor Hugo Polisél Pacces. “Em 2012, o professor Bertoni Olivares publicou um artigo na revista Trends in Analytical Chemistry que relacionava três grandes pilares da qualidade dos ensaios de laboratório: validação do método, incerteza (dispersão de resultados atribuída ao valor medido, que influencia a tomada de decisões) e confiabilidade ao longo do tempo”, diz Polisél Pacces.

“Isso também é importante na pesquisa científica, que vive hoje uma crise de reprodutibilidade, causada pelo questionamento da confiança nos métodos de ensaio, decorrente de uma melhor compreensão das ferramentas estatísticas e de uma melhor aplicação da validação dos métodos”, ressalta o professor do IQSC. “Quando um método de ensaio é desenvolvido, é preciso validá-lo com uma base estatística, atestando sua confiança. A plataforma recebe os dados, calcula os resultados e fornece automaticamente um relatório de validação completo, sem necessidade de inserir fórmulas ou conhecimento profundo de estatística.”

A validação do método ajuda a calcular sua incerteza e reforça a confiabilidade. “O software é baseado em diversas normas de agências reguladoras, tais como as da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Ministério da Agricultura”, aponta Polisél Pacces. “Isso é importante não só para um analista de bancada, como também para um pesquisador científico, pois a funcionalidade da realização automática dos cálculos, aliada à personalização das formas de cálculo de cada parâmetro e ao relatório que é instantâneo, faz com que ele ganhe tempo e reduza custos em sua pesquisa.”

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Plataforma é baseada em normas de agências reguladoras, podendo ser utilizada não apenas por analistas de bancada, mas também por pesquisadores científicos, economizando tempo e custos para validar métodos de pesquisa – Foto: Reprodução/Conflab


Validando Métodos

A aplicação de padrões internacionais de validação assegura que os resultados fornecidos pela plataforma são confiáveis. Por ser padronizada, a plataforma permite a comparação entre métodos, o que favorece o trabalho dos órgãos de fiscalização. “Ao gerar o relatório de validação do método, há a possibilidade de incluir critérios de aceitação”, explica Polisél Pacces. “Assim, a tomada de decisões é mais rápida, sem a necessidade de se refazer os experimentos posteriormente, o que torna a ação imediata.”

De acordo com o professor do IQSC, a plataforma pode ser utilizada de inúmeras formas. “De modo geral, ao desenvolver seus métodos ou ao aplicar métodos oficiais”, relata, “o laboratório pode avaliar a precisão, o efeito da presente matriz, a capacidade de um método identificar e quantificar um determinado analito [amostra de substância ou componente químico que é analisada em um ensaio de laboratório] e verificar se ele é robusto o suficiente para ser aplicado à rotina utilizando o software ConfLab Validação, determinando a confiança para poder ser utilizado.”

“Após determinar a confiança em seu método, pode-se avaliar o quanto cada etapa do mesmo influencia no resultado causando desvios quantificáveis e calculando estes através do ConfLab Incerteza”, conta Polisél Pacces. “Assim, é possível determinar que um resultado varie para ‘mais’ ou para ‘menos’ de acordo com a incerteza do método aplicado, definindo a dispersão do resultado verdadeiro dentro desta faixa e não mais através de um resultado absoluto onde se desconhece tal variação.”

O professor do IQSC cita como exemplo de aplicação da plataforma um ensaio para determinação de chumbo na água. “Considerando que a concentração máxima permitida pela legislação seja, hipoteticamente, de 5,5 miligramas por mililitro (mg/mL) e dois métodos apresentarem como resultado 5 mg/mL em ambos os casos, sendo no primeiro método a incerteza de ± 0,1 mg/mL e o segundo de ± 1 mg/mL”, descreve, “o primeiro método determinaria que a amostra não estaria contaminada, pois o resultado poderia variar entre 4,9 mg/mL e 5,1 mg/mL, mantendo a confiabilidade, enquanto o segundo poderia reprovar a amostra de acordo com a regra de decisão assumida pois o resultado poderia variar entre 4 mg/mL e 6 mg/mL, superando os 5,5 mg/mL permitidos”.

A plataforma está disponível on-line no site www.conflab.com.br , em espanhol, inglês e português, e não requer instalação de programas de computador para ser utilizada.”Ela também será útil para pesquisadores, ajudando a melhorar a reprodutibilidade científica”, conclui o professor do IQSC. Outras informações sobre a plataforma e assuntos relacionados estão disponíveis no canal www.youtube.com/c/ConfLab .”

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HS AUTOREMED – BOMBA AUTOMÁTICA PARA REMEDIAÇÃO (TECNOLOGIA NACIONAL)

http://hidrosuprimentos.com.br/hs_autoremed.php

“A AUTOREMED é uma bomba pneumática automática de deslocamento positivo para remediação de águas subterrâneas em áreas contaminadas e controle do nível de chorume em aterros sanitários.

É um equipamento de simples operação, e tudo que é preciso para operar o sistema está dentro da bomba. A AUTOREMED é acionada automaticamente, dispensando qualquer forma externa de atuação como: sensores, temporizadores ou controladores.

Diferentemente das bombas elétricas, não é necessário qualquer dispositivo de controle de nível dentro do poço. A AUTOREMED pode fazer parte de um sistema com múltiplos poços, tornando muito mais simples o controle do sistema de bombeamento.

Como a AUTOREMED necessita apenas de uma fonte de ar comprimido, um sistema de remediação com múltiplos poços de bombeamento pode dispor de uma rede principal de ar conectando cada bomba, o que representa uma fonte de energia muito mais segura e econômica, substituindo os cabos elétricos.

A AUTOREMED I é produzida com materiais de alta robustez visando suportar as condições mais agressivas de bombeamento da água subterrânea contaminada por hidrocarbonetos, solventes clorados e chorume. Também foi projetada para operar em condições extremas, com sólidos em suspensão, líquidos corrosivos, produtos viscosos e altas temperaturas.

A AUTOREMED está disponível nos modelos com captação superior, para bombeamento de fase-livre sobrenadante (LNAPL), ou captação inferior, para extração de fases dissolvidas e bombeamento (DNAPL).

Desenvolvida pelo departamento de engenharia da HIDROSUPRIMENTOS, a família AUTOREMED é a primeira linha de bombas pneumáticas para remediação projetadas e fabricadas no Brasil.

VANTAGENS:
• Sistema pneumático automático;
• Modo de operação simples e robusto;
• Projeto seguro para áreas classificadas;
• Bombeamento em poços de 2 polegadas;
• Consumo eficiente de ar comprimido;
• Resistente a materiais corrosivos;
• Simples manutenção;
• Produto 100% nacional.


ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

DIÂMETRO EXTERNO:42,2 MM
COMPRIMENTO:1,20 M
PESO:4,3 KG
DIÂMETRO MÍNIMO DO POÇO:2”
PROFUNDIDADE MÁXIMA:50 METROS
PRESSÃO DE OPERAÇÃO:5 – 120 PSI
PRESSÃO MÍNIMA:10 PSI
VOLUME POR CICLO:200 ML
VAZÃO MÁXIMA:2,0 L/MIN
SAÍDA DO FLUÍDO:1/2 ” X 3/8” BSP
ENTRADA DE AR:1/4 ” X 1/8” BSP
EXAUSTÃO DO AR:1/4 ” X 1/8” BSP

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1ª CONFERÊNCIA AESAS DE GERENCIAMENTO DE ÁREAS CONTAMINADAS

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

A HIDROSUPRIMENTOS é expositora, patrocinadora e Chefe da Seção de Remediação de derivados de Petróleo

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HS SUBSLAB – AMOSTRAGEM DE VAPORES EM SOLO EDIFICADO

http://hidrosuprimentos.com.br/hs_subslab.php
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MEDIDOR DE INTERFACE ÁGUA/ÓLEO HIDROSUPRIMENTOS

Produto nacional, com garantia e assistência técnica, disponível para venda e locação.

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ESTAÇÃO PARA AMOSTRAGEM A BAIXA VAZÃO HIDROSUPRIMENTOS

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Guia de Gerenciamento de Áreas Contaminadas (IPT) – Versão Digital


“Os resultados do projeto de pesquisa ‘Desenvolvimento e validação de tecnologias para remediação de solo e água subterrânea contaminados com organoclorados’, executado pelo IPT e financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), estão a partir de agora disponíveis em versão online. A edição impressa do guia foi lançada em dezembro de 2013 e, a partir de uma série de solicitações para ampliação da divulgação dos resultados, foi feita uma revisão do conteúdo para disponibilização de uma versão virtual e também em arquivo PDF.

Para Nestor Kenji Yoshikawa, responsável pelo Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT, “as ações do IPT são diferentes da iniciativa privada no gerenciamento de áreas contaminadas: o Instituto atua por demandas do Ministério Público e do Poder Judiciário, no auxílio às empresas do governo, no desenvolvimento de P&D&I, no desenvolvimento de procedimentos de ensaios e em parcerias de cooperação técnica com empresas de consultoria ambiental”.

Em remediação de áreas contaminadas, a atuação do IPT ocorre basicamente em três segmentos: o diagnóstico ambiental, a investigação para remediação e a elaboração de estudos de viabilidade nas etapas do plano de intervenção. “Entendemos o plano de intervenção como o conjunto de medidas mais adequadas para recuperar o equilíbrio de uma área contaminada perante a legislação, incluindo estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental – esta seria a situação ideal, mas eles nem sempre ocorrem, principalmente quanto à viabilidade ambiental na questão relativa à sustentabilidade”, afirmou ele.

Os gargalos no processo de remediação também merecem atenção de Yoshikawa. Eles incluem a destinação reduzida de recursos para P&D&I na área, a dificuldade para precificação – “não há referências para elaboração de preços, principalmente por conta da dificuldade de adequação dos métodos” – e a falta de equacionamento de testes e ensaios especializados no Brasil, o que leva uma grande parte deles a serem ainda executados em outros países.”

Trabalho: Guia de elaboração de planos de intervenção para o Gerenciamento de Áreas Contaminadas. 1ª Edição Revisada, Edição IPT e BNDES, São Paulo, 2014.
Organizadores: Sandra Lúcia de Moraes, Claudia Echevenguá Teixeira e Alexandre Magno de Sousa Maximiano.

Para acessar a versão digital do guia, clique abaixo.

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HS FLUSHING – O SURFACTANTE NATURAL BIODEGRADÁVEL DA HIDROSUPRIMENTOS

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AMOSTRADORES DE SOLO (LINER) HIDROSUPRIMENTOS – FERRAMENTA INDISPENSÁVEL PARA SUA INVESTIGAÇÃO AMBIENTAL

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TECNOLOGIA A SERVIÇO DO MEIO AMBIENTE

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