Um bilhão de litros de chorume são despejados na Baía de Guanabara todo ano

O vazamento de chorume proveniente do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias.Por Redação CicloVivo -20 de março de 20191616

Por Alana Gandra – Agência Brasil, disponível em ciclovivo.com.br

“O Dia Mundial da Água será comemorado este ano, no Rio de Janeiro, com a constatação de que um bilhão de litros de chorume são despejados na Baía de Guanabara todo ano, de acordo com denúncia do Movimento Baía Viva. Chorume é o líquido poluente de cor escura e mau cheiro, originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos.

O vazamento de chorume proveniente do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, foi objeto de reunião esta semana no Ministério Público Federal de São João de Meriti com pescadores artesanais da região, acompanhados do coordenador do Baía Viva, o ambientalista Sérgio Ricardo. As empresas que respondem pelas estações de tratamento desse resíduo não foram convidadas para o encontro, o mesmo ocorrendo em relação ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

De acordo com o procurador do MPF, Julio José Araujo Júnior, foi uma audiência informativa sobre os caminhos que vêm sendo conduzidos pelo órgão desde o ano passado, incluindo o ajuizamento de uma ação judicial este ano, pedindo a nulidade de um acordo firmado entre o estado do Rio de Janeiro, por meio do Inea, e a empresa Gás Verde, vencedora da licitação para reparação dos danos ambientais do lixão de Gramacho e tratamento do chorume. A ação defende a necessidade de os pescadores participarem do processo. “Por isso, sustenta que o acordo é nulo”, disse o procurador.

Cronograma

O objetivo foi aprofundar o diálogo com os pescadores e garantir o estabelecimento de um cronograma de cobrança em relação ao estado e ao Inea de várias reparações que vão ser definidas posteriormente quanto aos pescadores. Araujo Júnior admitiu que durante os próximos encontros poderá ser analisada a criação de uma compensação ambiental emergencial pelos danos causados aos pescadores artesanais. Os pescadores das comunidades da Chacrinha e Saracuruna, em Duque de Caxias, não estão conseguindo sobreviver da pesca de caranguejos no manguezal e no Rio Sarapuí, devido à elevada poluição.

“Com o chorume que está sendo despejado, as pessoas não têm mais condições de se sustentar da pesca. Estão catando garrafas PET e latinhas no manguezal. Mas até isso acabou. E agora? Não há sobrevivência mais. Só encontramos lixo, como pneu, madeira”, disse o presidente da Colônia de Pesca de Duque de Caxias, que conta com 120 associados, Gilciney Lopes Gomes. Segundo o pescador, as famílias estão desesperadas, sem saber o que fazer.

O ecologista Sérgio Ricardo, coordenador do Movimento Baía Viva, destacou que as principais fontes do vazamento de chorume na Baía de Guanabara são os lixões de Gramacho, em Duque de Caxias, e o de Itaóca, em São Gonçalo.

O procurador da República disse que há uma decisão judicial para que se implante mais estações de tratamento nessas áreas. Uma série de novos encontros deve ocorrer em abril próximo.

Estações de tratamento

O ambientalista Sérgio Ricardo afirmou que desde 2012, o Inea não exigiu a implantação de estações de tratamento de chorume de todos os aterros sanitários e lixões que foram desativados. “O Inea licenciou novos aterros sanitários da região metropolitana e não exigiu a estação de tratamento de chorume. Então, está todo mundo produzindo chorume e lançando no meio ambiente. Vai tudo para a Baía”, afirmou o coordenador do Baía Viva.

Outro problema, segundo ele, é que a quantidade estimada de chorume estocado em lagoas de estabilização ou tanques de acumulação nos aterros sanitários e lixões licenciados ou controlados, alcança 500 mil metros cúbicos, ou o equivalente a 500 milhões de litros de chorume altamente poluente. “A cada momento que chove, isso transborda, invade os manguezais e o pescador se lasca”, comentou Ricardo.

O Inea informou que fiscaliza os aterros sanitários licenciados pelo órgão, que estão instalados no entorno da Baía de Guanabara, e não constatou vazamento de chorume recente. O Inea afirmou que “realiza rotineiramente operações para reprimir e interditar lixões clandestinos situados às margens da Baía de Guanabara. As ações de fiscalização são deflagradas a partir de um trabalho de inteligência, que o Inea vem realizando na região, e também por meio de denúncias. A população pode denunciar por meio da Ouvidoria do Inea pelo telefone 2332-4604”, disse o instituto, em nota.”

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A FONTE DA VIDA

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Salto tecnológico para superar a crise energética global

Artigo explora conceito criado por José Goldemberg para superação de problemas energéticos de países em desenvolvimento

Artigo na Research Outreach explora conceito criado por José Goldemberg de ultrapassar tecnologias menos adequadas como alternativa de crescimento para países em desenvolvimento – Foto: Eduardo Cesar / Pesquisa Fapesp via Agência Fapesp

“Em 1975, o governo brasileiro lançou o Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool), que visava aliviar a esmagadora dependência do país em combustíveis fósseis com uma mudança para combustíveis mais limpos com base em álcool etílico.

“Graças a pesquisadores como o professor José Goldemberg, da USP, o programa foi um sucesso avassalador. Combinar os recursos naturais do país com um salto tecnológico – evitando tecnologias menos adequadas utilizadas por nações industrializadas – fez com que, hoje, o etanol substitua 50% da gasolina que de outra forma estaria em uso no Brasil. O professor Goldemberg argumenta que é hora de tomar a abordagem globalmente”, destaca um artigo publicado na Research Outreach.

O artigo explora o conceito de “salto tecnológico” criado por Goldemberg como alternativa de crescimento e de superação de problemas energéticos de países em desenvolvimento.

Goldemberg foi presidente da Fapesp de 2015 a 2018, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e reitor da USP. Ocupou os cargos de secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e de secretário de Ciência e Tecnologia e secretário de Meio Ambiente no Governo Federal, tendo sido também ministro da Educação.

Foto: Portal Brasil/Embrapa

O texto destaca que, tal como a distribuição desigual de riqueza, a maior parte da energia produzida no mundo é consumida por uma minoria. “Aproximadamente 70% da energia comercial no mundo é consumida pelos 25% da população mundial que vivem em países industrializados, com os restantes 30% sendo racionados para os 75% das pessoas que vivem nas nações em desenvolvimento.”

“Esta situação não é sustentável e seria ingênuo esperar que o balanço permaneça o mesmo. Se olharmos para os dados, veremos que o uso energético das nações industrializadas tem estabilizado nos últimos anos, enquanto o dos países em desenvolvimento continua a crescer. O que ocorrerá quando as escalas se alterarem e os países em desenvolvimento consumirem mais e mais energia, particularmente energia de combustíveis fósseis poluentes? O professor Goldemberg passou toda a sua carreira lidando com problemas como esses e, se a degradação ambiental produzida pelo homem e as mudanças climáticas forem a pílula mais amarga que nossa geração terá que engolir, talvez possamos tirar uma folha de seu trabalho para adoçar esse gosto com açúcar”, escreveram os autores.

José Goldemberg – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

O artigo faz um histórico do Pró-Álcool e ressalta um artigo publicado por Goldemberg na revista Science, em 1978. “[No artigo] ele olhou especificamente para o custo e gasto energético de várias culturas diferentes: cana-de-açúcar, mandioca e sorgo doce ou sacarino. Ele se concentrou nessas culturas específicas por serem essencialmente uma forma de energia solar não poluente: os raios solares fornecem as colheitas com a energia de que necessitam para crescer e a energia extra é armazenada pelas plantas, podendo ser extraída posteriormente na forma de álcool etílico.”

“O trabalho do professor Goldemberg demonstrou que a cana-de-açúcar era a cultura mais eficiente ao converter a energia solar em um combustível químico e abriu o caminho para o boom energético brasileiro que se seguiu. Hoje, estima-se que 50% da gasolina que estaria em uso para abastecer carros no Brasil foi substituída por etanol de cana-de-açúcar, um combustível renovável. Um feito que foi possível, em parte, pelo que o professor Goldemberg chama de salto tecnológico”, diz o artigo.

“O professor Goldemberg acredita que as nações em desenvolvimento podem – e devem – dar um salto sobre as tecnologias que são incompatíveis com suas situações específicas. Converter cana-de-açúcar em combustível é um exemplo específico de como isso pode funcionar bem, mas a abordagem pode ser generalizada para muitas tecnologias em todo o mundo”, escreveram os autores.

Segundo Goldemberg, se uma abordagem de salto tecnológico semelhante for adotada na luta contra as mudanças climáticas, a crise energética poderá ser evitada. “Um cálculo simples mostra que expandir o programa brasileiro de etanol por um fator de 10 forneceria etanol suficiente para substituir mais de 20% da gasolina usada no mundo”, disse.

O artigo Technological leapfrogging the global energy crisis pode ser lido no site da Research Outreach.”

Fonte: Agência Fapesp, disponível em jornal.usp.br

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AMOSTRAGEM DE SOLO E DE ÁGUA SUBTERRÂNEA

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BEM VINDO OUTONO!

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As Sarir (Líbia) – Uma cidade que surgiu da vanguarda e engenhosidade de grandes brasileiros.

O professor e geólogo João Alberto Bottura, fundador da HIDROSUPRIMENTOS, quando pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas-IPT, foi nomeado Superintendente de Hidrogeologia do Consórcio IPT/Braspetro para a implantação de poços de abastecimento de água subterrânea em As Sarir, na Líbia, entre 1986 e 1988. Uma cidade hoje existe onde antes era só areia e sol, graças ao trabalho destes pioneiros da Geologia, que implantaram 150 poços tubulares profundos que produzem 45.000 m3/s de água.

Perfuração profunda para abastecimento de água em pleno deserto do Sahara, em As Sarir, na Líbia.
Futebol na recreação no campo de As Sarir, na Líbia.
Confraternização com os alunos líbios que vieram ao IGC-USP cursar Pós-Graduação em Hidrogeologia. (na foto os Geólogos e Professores João Alberto Bottura, Aldo da Cunha Rebouças e Maria Szikszay)
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SEMANA DA ÁGUA – O BRASIL É UMA POTÊNCIA MUNDIAL NESSE RECURSO VITAL

Fonte: www3.ana.gov.br
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Falta saneamento básico para 2 bilhões de pessoas no mundo, diz ONU

Em 2015, três em cada 10 pessoas (2,1 bilhões) não tinham acesso a água potável.

Por Agência Brasil, disponível em ciclovivo.com.br

“Mais de 2 bilhões de pessoas carecem de serviços básicos de saneamento básico no mundo, diz relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento mundial da água,. A publicação Não Deixar Ninguém Para Trás será lançada nesta terça-feira (19) durante a 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.

De acordo com o relatório, apesar do progresso nos últimos 15 anos, o direito à água potável segura e limpa e ao saneamento é inacessível para grande parte da população mundial. Em 2015, três em cada 10 pessoas (2,1 bilhões) não tinham acesso a água potável e 4,5 bilhões de pessoas, ou seis em 10, não tinham instalações de saneamento com segurança.

“Se a degradação do meio ambiente e a pressão insustentável sobre os recursos hídricos globais continuarem no ritmo atual, 45% do Produto Interno Bruto global e 40% da produção global de grãos estarão em risco até 2050. Populações pobres e marginalizadas serão afetadas de forma desproporcional, agravando ainda mais as desigualdades”, ressalta o presidente da ONU-Água e presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Gilbert F. Houngbo.

Segundo Houngbo, o documento aponta a necessidade de adaptar abordagens, tanto na política quanto na prática, para abordar as causas da exclusão e da desigualdade.

Cenário global

O relatório informa que metade das pessoas que bebem água de fontes não seguras vivem na África. Na África Subsaariana, apenas 24% da população têm acesso a água potável e 28% têm instalações de saneamento básico que não são compartilhadas com outras famílias.

Quase metade das pessoas que bebem água de fontes desprotegidas vivem na África Subsaariana, onde o ônus da coleta recai principalmente sobre mulheres e meninas, muitas das quais gastam mais de 30 minutos em cada viagem para buscar água. Sem água e saneamento seguro e acessível, essas pessoas provavelmente enfrentarão condições de saúde e de vida precárias, desnutrição e falta de oportunidades de educação e emprego.

As discrepâncias são significativas mesmo dentro dos países, especialmente entre os ricos e os pobres. Nas áreas urbanas, pessoas que vivem em acomodações improvisadas sem água corrente podem pagar de 10 a 20 vezes mais caro que moradores de bairros mais ricos por água de qualidade semelhante ou menor comprada de vendedores ou caminhões-tanque.

“Há muitas disparidades principalmente entre países, mas muitas vezes dentro dos próprios países. Este é um discurso que tem a ver com os países menos desenvolvidos, mas, em alguns casos, também com países desenvolvidos. Então, a mensagem central do relatório é que bilhões de pessoas ainda estão sendo deixadas para trás”, afirmou o oficial de Meio Ambiente da Unesco no Brasil, Massimiliano Lombardo.

O documento também ressalta o impacto dessas condições na vida dos refugiados pelo mundo. Em 2017, conflitos e perseguição forçaram 68,5 milhões de pessoas a fugir de suas casas. Além disso, uma média anual de 25,3 milhões de pessoas foi forçada a migrar por causa de desastres naturais, duas vezes mais do que no início dos anos 70 – um número que deve aumentar ainda mais devido às mudanças climáticas.

“Existem cada vez mais refugiados em decorrência dos desastres ambientais e 90% dos desastres como inundações ou secas são causados pela água – pelo excesso ou pela falta. Isso determina a causa de uma série de imigrações de um país para outro ou de uma região para outra dentro do próprio país. Então, mais pessoas se acumulando em um mesmo lugar onde há disponibilidade de água acaba pondo em risco a capacidade do Estado, da autoridade daquele país, conseguir providenciar água e saneamento para todos nas mesmas condições”, afirmou Lombardo.

Segundo Lombardo, apesar de não haver um recorte específico para o Brasil, o país tem avançado ao longo das últimas décadas. Ele aponta a Política Nacional de Recursos Hídricos como um avanço na legislação da água, bem como o sistema de gestão público do recurso.

“Existe a possibilidade da população, de diferentes usuários da água como produtores, usuários industriais e agrícolas poderem contribuir, participar da tomada de decisão a respeito de recursos hídricos. A situação atual do Brasil em relação à situação do mundo é diferente. Onde não existem políticas ou leis bem desenvolvidas, não existe um sistema de governança. No Brasil, ao contrário, já foram dados bons passos adiante nesse sentido”, ressaltou o representante da Unesco.

Perspectivas

Para as Nações Unidas, políticas mal planejadas e implementadas de maneira inadequada, uso ineficiente e inapropriado de recursos financeiros e ausência de políticas públicas alimentam a persistência de desigualdades no acesso à água potável e ao saneamento.

“Se a exclusão e a desigualdade não forem tratadas de forma explícita e responsiva, tanto em termos de políticas quanto na prática, as intervenções relacionadas à água continuarão a não alcançar os mais necessitados, que provavelmente seriam os maiores beneficiados”, enfatiza o relatório da ONU.

A publicação ressalta que as “metas são totalmente alcançáveis, desde que exista uma vontade coletiva para proceder assim”. “Melhorar a gestão dos recursos hídricos e fornecer a todos o acesso a água potável e saneamento seguros e acessíveis financeiramente são ações essenciais para erradicar a pobreza, construir sociedades pacíficas e prósperas, e garantir que ‘ninguém seja deixado para trás’ no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável”.”

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A HIDROSUPRIMENTOS SAÚDA A SEMANA DA ÁGUA

dia_agua - Copia

“No dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água. A data é um esforço da comunidade internacional para colocar em pauta questões essenciais que envolvem os recursos hídricos.

Como parte da celebração, a ANA criou uma playlist na plataforma Spotify com músicas brasileiras que nos inspiram a refletir sobre a importância da água doce. Siga o perfil da Agência, ouça a playlist “Semana da Água” e compartilhe com seus amigos: https://goo.gl/H4VwHE

Acompanhe as campanhas do Dia Mundial da Água no Facebook da ANA.

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CONSCIENTIZAÇÃO, A CHAVE DO FUTURO.

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