17 curiosidades sobre a água que você talvez não saiba

 

22 de março de 2017 • Atualizado às 13 : 41

17 curiosidades sobre a água que você talvez não saiba

A água é essencial para que haja vida. | Foto: iStock Photo

“A água é essencial para que haja vida. Ela está presente em cada célula do corpo humano e é necessária para a produção de alimentos e qualquer tipo de bem de consumo. Nesta quarta-feira (22) é comemorado o Dia Mundial da Água, para celebrar esta data, o CicloVivo separou uma lista com 17 curiosidades sobre este recurso que podem mudar a forma como você enxerga este recurso:

1. O corpo humano de um adulto possui até 65% de água em sua composição. Em um recém-nascido o número é ainda maior: 78%.

2. O planeta Terra também é conhecido como o Planeta Água. A justificativa para o nome deve-se ao fato de que 70,9% de sua superfície é coberta por água.

Foto: iStock by Getty Images

3. Apenas 3% da água do mundo é doce. Deste total, 70% está na forma de gelo ou no solo.

4. 12% da água doce do mundo está no Brasil. O país é privilegiado por seus aquíferos, que armazenam a água no solo.

5. O Aquífero Guarani é o maior do mundo. Ele se estende por uma área média de 1,2 milhão de km2 e reserva, aproximadamente, 45 mil quilômetros cúbicos de água.

Pantanal | Foto: iStock by Getty Images

6. Existe mais água na atmosfera do que em todos os rios do mundo juntos.

7. De acordo com a ONU, existem 783 milhões de pessoas no mundo que vivem sem água potável. Em 2025 esse número pode chegar a 1,8 bilhão.

8. Na América Latina são 36 milhões de pessoas sem acesso à água de boa qualidade.

Comunidade com rio poluido no Rio de Janeiro | Foto: iStock by Getty Images

9. Enquanto nos EUA as pessoas gastam, em média, 370 litros de água por dia, os africanos usam de sete a dezenove litros.

10. Por não terem acesso à estrutura de saneamento básico, mulheres e crianças na África Subsaariana perdem até seis horas do dia caminhando longas distâncias para encher baldes de água. Em apenas um dia, a soma dessas viagens cobriria a distância de ida e volta à Lua.

Família buscando água com baldes na zona rural do sul da África. | Foto: iStock @brunoat

11. Em média, 2/3 da água do mundo é usada para a produção de alimentos, em especial à agricultura e pecuária.

12. Nos EUA, 26% da água usada nas residências é gasta apenas em descargas.

13. Uma torneira que goteja a cada segundo pode vazar três mil litros em um ano.

Foto: iStock by Getty Images

14. Em São Paulo, os vazamentos nas redes de distribuição geram desperdício de 980 bilhões de litros de água por ano, em média, 30% da água tratada no município. Em Nova York são perdidos 13 trilhões.

15. Para fazer uma calça jeans são necessários, aproximadamente, dez mil litros de água.

16. Para produzir um quilo de manteiga são necessários 18 mil litros de água e para um quilo de carne gasta-se 15.400 litros.

17. Um banho de 15 minutos, com o registro meio aberto, consome 135 litros de água. Uma mangueira aberta pelo mesmo tempo pode desperdiçar até 280 litros.

Foto: iStock by Getty Images

Diante destes fatos, é impossível não valorizar a água que chega até a sua casa. Faça sua parte, economize cada gota!”

 

Fonte: Redação CicloVivo, disponível em ciclovivo.com.br

 

 

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

DIA INTERNACIONAL DA METEOROLOGIA

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

ACESSÓRIOS PARA POÇOS DE MONITORAMENTO HIDROSUPRIMENTOS

CAP DE PRESSÃO PARA POÇOS DE MONITORAMENTO

A HIDROSUPRIMENTOS dispõe de uma completa linha de cap de pressão para poços de monitoramento de 1, 2 e 4 polegadas. Fabricados em alumínio para poços de 1, 2 e 4 polegadas, e em Polietileno para poços de 1 e 2 polegadas, possuem alta durabilidade e resistência, tanto química quanto as intempéries. Garantem melhor qualidade a seu poço de monitoramento e dupla proteção no momento da amostragem.

Feitos em alumínio, seu acabamento tem pintura eletrostática a pó para poços de 1, 2 e 4 polegadas.

Produzido em polietileno de alta densidade para poços de 1 e 2 polegadas.

Garantem o fechamento hermético de seu poço de monitoramento, utilizando borracha nitrílica de fácil expansão e alta resistência.

No cap de alumínio a trava superior funciona como chave para facilitar a retirada e travamento da borboleta. Utilizam cadeados tamanho 30.

 

 

TAMPA DE CALÇADA E DE PROTEÇÃO
PARA POÇOS DE MONITORAMENTO

Especialmente desenvolvida para uso em locais com tráfego intenso, representa proteção total para seu poço de monitoramento ou remediação de 2 ou 4 polegadas.

O sistema de vedação com anéis de borracha possibilita o perfeito isolamento e proteção, evita entrada de líquidos que possam causar contaminação induzida.

No momento da amostragem, a boca de seu poço de monitoramento estará sempre limpa e seca, isenta de poeira e detritos.

A tampa de calçada para poços de monitoramento HIDROSUPRIMENTOS é fabricada em alumínio, com pintura eletrostática a pó. Leve, de fácil armazenamento e transporte, valoriza a sua obra pelo ótimo acabamento e funcionalidade que proporciona.

O sistema de fechamento com chave especial evita vandalismo e a entrada de sólidos e líquidos indesejados.

 

CABEÇA DE POÇO PARA REMEDIAÇÃO

A HIDROSUPRIMENTOS produz tampas de proteção personalizadas para seus poços de remediação, de acordo com as necessidades da sua empresa.

Elas podem ser produzidas em PVC ou Polietileno, a partir de tampas standard de mercado ou usinadas em nossa oficina. Para poços de aplicação de vácuo são executadas sob medida e com anel de vedação interno para garantir a estanqueidade.

Os conectores superiores com espigão ou vazados são úteis para a entrada de mangueiras e dos equipamentos de monitoramento, viabilizando o trabalho no poço sem necessidade de sua retirada.

DESENVOLVIMENTO DE POÇOS DE MONITORAMENTO

A Hidrosuprimentos possui uma linha de produtos específica para a realização da limpeza e o desenvolvimento de poços de monitoramento. O procedimento de desenvolvimento é recomendado pela norma da ABNT 15495-2, durante o processo de construção dos poços de monitoramento.

O desenvolvimento é uma etapa fundamental no processo de instalação do poço de monitoramento, esse procedimento quando realizado da maneira correta, melhora a capacidade da maioria dos poços para gerar dados mais representativos, sem desvios químicos e hidráulicos. Portanto um poço bem desenvolvido fornecerá informações com uma maior representatividade e consequentemente a amostra terá uma melhor qualidade.

O desenvolvimento além de corrigir os danos causados durante a perfuração, restaurando as condições hidráulicas e hidrogeoquímicas do meio, estabiliza os materiais da formação assim como o pré-filtro, arranjando os grãos de modo que a entrada de materiais de granulometria fina seja minimizada e não ocorraa sua sedimentação no fundo do poço.

Antes de finalizar a construção desenvolva o seu poço de monitoramento utilizando os produtos da Hidrosuprimentos:

Válvulas para Pistoneamento;
Válvula descartável para desenvolvimento de poços de monitoramento, através de sua borracha, aumenta-se a eficiência no processo de pistoneamento. Pode ser utilizado com tubulações de PP, PVC e PEX.

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

ÁGUA – O BEM MAIS PRECIOSO DO PLANETA TERRA

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

Tendências que repercutem no meio ambiente de países desenvolvidos

 

Por Eduardo Coral Viegas

Neste verão, passei o mês de fevereiro na Europa, em férias. A maior parte do tempo foi na Itália. Sim, vi as obras clássicas de Michelangelo: com destaque para a Capela Sistina (Vaticano) e David (Galleria dell’Accademia, Florença); e de Leonardo da Vinci: a mais impressionante realmente é a Última Ceia, pintada no refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie (Milão). Em outra viagem, tinha visto a Mona Lisa, também de Da Vinci, no Louvre, em Paris. São obras incríveis, como também é incrível a história do Velho Mundo.

Mas não é sobre cultura, arte ou história que vou escrever. Esse enfoque pode ser melhor trabalhado por nosso colunista Marcos Paulo de Souza Miranda, grande especialista em patrimônio cultural. Resolvi compartilhar neste espaço alguns aspectos que me chamaram a atenção andando pelas ruas, observando comportamentos e tendências que repercutem no meio ambiente de países classificados como desenvolvidos.

Um dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU está assim vazado: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”. Nenhum estudo sério nega a existência do aquecimento do planeta. Ele foi produzido pelo homem e o destruirá, juntamente com o fim da natureza, se medidas imediatas e eficazes não forem tomadas[1].

A diminuição de emissões de gases de efeito estufa, nesse contexto, é uma necessidade inexorável. No site do Greenpeace, a temática é abordada com a apresentação do problema e indicação de soluções. Uma delas é a seguinte: “Adaptar a mobilidade das cidades para que elas proporcionem transporte público eficiente e deslocamentos seguros e confortáveis às pessoas, de modo a reduzir a dependência do uso de automóveis e da queima de combustíveis fósseis”[2].

Sem entrar no mérito de quem foram os maiores responsáveis pelo aquecimento global e pela dependência mundial ao petróleo, o que vi andando pelas cidades europeias é a utilização prevalente do transporte público. Os metrôs, por exemplo, apresentam uma série de vantagens: levam muitas pessoas de uma só vez, são rápidos, o usuário sabe o tempo de espera entre um coletivo e o seguinte, não utilizam combustíveis fósseis, além de fugir ao trânsito — notória causa de estresse do homem pós-moderno.

Também se pode viajar entre cidades e países em trens confortáveis, rápidos e seguros. O investimento é alto para a implantação de linhas de trem e metrô; não há dúvida disso. No curso das obras, imprevistos podem surgir, como vem acontecendo com a construção da terceira linha em Roma, onde riquezas arqueológicas surgem em abundância na perfuração do subsolo, tornando os avanços lentos e delicados. Porém, os benefícios são incontáveis e se prolongam no tempo, de forma que se sobrepõem aos custos e às dificuldades.

Andamos também de ônibus e trens de superfície. São igualmente bastante utilizados, sobretudo onde os metrôs não circulam. Os ônibus assemelham-se ao que temos no Brasil. Inclusive, em Roma, todas as vezes que usamos essas duas espécies de coletivos, ficamos em pé e espremidos. E nessas condições os riscos de furto existem. Não foram poucos os relatos que ouvimos nesse sentido.

A propósito, em situação que não posso precisar, levaram meu iPhone em Chamonix, na França. Mas, para ser honesto, confesso que “investiguei” — coisa de promotor — sobre roubos, emprego de armas de fogo, facas, e sempre me disseram que o assunto não é conhecido por aquelas bandas. Quem dera pudéssemos dizer o mesmo! Afinal, nos dias de hoje, vem a calhar o ditado popular “Vão-se os anéis, ficam os dedos”.

Foi o que aconteceu comigo. Em 10 dias, eu já estava com outro telefone. É caro? Sim, caríssimo. Todavia, “bem de primeira necessidade”, tanto aqui como na Europa ou em qualquer lugar do mundo. Até os japoneses trocaram suas “supermáquinas” fotográficas pelas pequenas câmeras dos smartphones.

O WhatsApp e o Facebook não param um minuto. As pessoas entram nos metrôs, para citar apenas um lugar de que falamos, e a primeira coisa que fazem é se conectar à web. É um vírus que atinge a todos e nos deixa obcecados, doentes. Nesse ponto, reconheço que não foi nada fácil viver 10 dias sem meu iPhone.

Me chamou bastante atenção fato que presenciei no aeroporto. Duas freiras, sentadas lado a lado, uma bem velhinha, e a outra aparentando uns 35 anos. Ficaram sem trocar uma palavra por mais de uma hora, período em que não tiraram os olhos da telinha. De um lado, concluí que não sou anormal por ser mais um viciado produzido por Google, Apple e Facebook. Por outro, percebi que ninguém escapa dessa alienação coletiva.

Após essa breve digressão sobre comportamentos, volto ao tema propriamente dito: ambiente. Constatei que os demais veículos diferem daqueles vistos por aqui e, mais ainda, nos Estados Unidos — onde preponderam os maiores do que no Brasil. Os automóveis são como regra bem pequenos, com espaço para duas e até uma pessoa. E as motocicletas que dominam as ruas são do tipo Biz.

Eduardo Viegas/Arquivo pessoal

Outra peculiaridade, se compararmos à nossa realidade, é que vimos diversos ônibus e carros elétricos. A propósito, é comum ver nas ruas automóveis sendo carregados por cabo, como mostra a foto ao lado. Estacionamento privado quase não há; as edificações são muito antigas e não previam garagem, de tal forma que os lugares nas ruas são disputadíssimos e sempre pagos. Esse fator, por certo, também estimula muitos a não terem um meio de transporte individual, o que repercute positivamente no ambiente, como já se assinalou.

Eduardo Viegas/Arquivo pessoal

Andando pelas ruas, vê-se muita arte, pois a Itália é, de fato, um museu a céu aberto. No entanto, os povos desenvolvidos nem sempre são tão civilizados como se imagina. Uma ação tida como criminosa no Brasil (artigo 65 da Lei 9.605/98) é corriqueira tanto por aqui quanto por lá: a pichação de prédios, públicos ou privados, assim como de outros espaços, como ilustra a fotografia que tirei de dentro do trem que pegamos de Veneza para Roma.

Nas calçadas, por todos os lados, basta olhar para o chão e ver tocos de cigarros brigando por espaço. Já tinha observado isso em outra oportunidade, e infelizmente agora constatei o mesmo: os europeus fumam um cigarro atrás do outro. De vez em quando flagrávamos alguém não fumando. Aí eu pensava: “Uau, encontrei um que não fuma!”. Doce ilusão. Era só observar atentamente para chegar à conclusão de que estava apenas no intervalo — curto — entre um cigarro e outro. Fui fumante passivo incontáveis vezes. Aqui estamos bem mais avançados nesse sentido: menos fumantes e não se pode fumar em diversos lugares onde no Velho Mundo ainda é permitido.

Já a onda de ter cachorro atingiu brasileiros e italianos. Eles estão por todos os lugares, são grandes e pequenos, de raça ou vira-latas, vivem em apartamentos, os moradores de rua são adorados por eles. Enfim, até aqui nada diferente de nosso cotidiano. No entanto, por lá, os dogs frequentam shopping centers, lojas, farmácias, restaurantes, andam de ônibus, metrôs. Chamaram nossa atenção. Será uma tendência, como a dos veículos elétricos? Curiosamente, não vi eles fazerem suas necessidades nos ambientes públicos. Talvez, nesse aspecto, os cachorros europeus sejam mais educados do que os nossos.

Sobre o armazenamento e recolhimento do lixo nas ruas, presenciei duas coisas diferentes do que estou habituado a ver. Em Florença, as diversas lixeiras específicas para cada tipo de material, que se assemelham às do Brasil em algumas localidades, transformam-se em contêineres (veja o vídeo abaixo). Otimização de espaço, de catação de lixo nas ruas, de mau cheiro: eis algumas das vantagens do moderno sistema.

Eduardo Viegas/Arquivo pessoal

Em Veneza, deparei-me com uma forma de efetiva aplicação do princípio da logística reversa, pois há pontos de recolhimento de pilhas na calçada, como na foto ao lado, o que torna prática a devolução do material tóxico e estimula esse hábito.

Os problemas ambientais são sistêmicos, estão interligados e são interdependentes[3]. Por isso, comecei falando de aquecimento global e terminarei relacionando-o à crise hídrica, um dos temas mais sensíveis deste século. A cidade de Veneza, turística por suas peculiaridades, está listada entre um dos 31 sítios do Patrimônio Mundial que correm sérios riscos pelos efeitos da mudança do clima, conforme a Unesco divulgou em recente estudo[4].

Eduardo Viegas/Arquivo pessoal

Andando pela pequena cidade do Vêneto, pude ver nas águas que ocupam seus 177 canais de navegação que o lixo torna menos românticos os caros e tradicionais passeios de gôndola disponíveis aos turistas. Além disso, são dezenas de milhares de pessoas, entre residentes e gente de todas as partes do mundo que por lá passam, a despejar esgoto diretamente nos canais. Não há um metro cúbico de esgotamento sanitário tratado.

Sai de lá dois dias antes de o Carnaval de Veneza começar. Uma pena. Seria uma experiência única. As tradicionais máscaras já estavam por todos os lados, inclusive nos rostos das pessoas. A praça de São Marcos estava completamente transformada para receber os milhares de foliões.

Mas, chegando ao Brasil, deu para assistir à vitória da Portela, após 33 anos de jejum. E me lembrou muito de Veneza, pois o samba-enredo da campeã de 2017 trata justo das águas, com o título “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”. Talvez por minha ligação de anos em defesa dos recursos hídricos, matéria “do meu coração”, admito que senti o corpo arrepiar, em Veneza, quando andava de gôndola e por todos os lados via a podridão deixada por nossos semelhantes. Mesmo assim, a cidade é de voltar. Espero que, em meu retorno, o arrepio seja por outro motivo, em festejo, tal como enaltece o samba-enredo da Portela.”


[1] Nesse sentido: “As perspectivas são sombrias, e, ainda que consigamos reagir com sucesso, passaremos por tempos difíceis, como em qualquer guerra, que nos levarão ao limite” (LOVELOCK, James. A vingança de gaia. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2006, p. 23).
[2] http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Clima-e-Energia/, acesso em 6/3/2017.
[3] CAPRA, Fritjof. A teia da vida. São Paulo: Editora Cultrix, 1996, p. 23
[4] https://nacoesunidas.org/mudanca-climatica-ameaca-31-sitios-do-patrimonio-cultural-e-natural-alerta-onu, acesso em 6/3/2017.

Eduardo Coral Viegas é promotor de Justiça no MP-RS, graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especialista em Direito Civil e mestre em Direito Ambiental. Foi professor de graduação universitária e atualmente ministra aulas em cursos de pós-graduação e extensão. Integra a Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente. É autor dos livros Visão Jurídica da Água e Gestão da Água e Princípios Ambientais.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 11 de março de 2017, 8h00

 

 

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

VOCÊ CONHECE OS DIFERENTES TIPO DE ÁGUA?

 

Água Interna
“Quando falamos sobre água, muitas vezes nos referimos apenas àquela que sai da torneira das nossas casas ou à que bebemos. No entanto, de acordo com as suas características, a água pode se dividir em diferentes classificações.

Uma das principais é feita de acordo com a sua salinidade, ou seja, com a quantidade de sal que se encontra dissolvida nela. Neste caso, de acordo com a Resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº 357/2005, a água pode ser:

Água salina ou salgada: é a água com salinidade igual ou superior a 30 partes por mil. É o caso da água do mar. Esse tipo é comum no planeta e representa 97,5% do total. Possui uma grande quantidade de sais, como o cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal de cozinha. Nessas condições, a água não pode ser consumida pelas pessoas. Em alguns países, ocorre um processo chamado de dessalinização da água do mar, no qual o sal é retirado da água tornando-a apta ao consumo. Esse processo ocorre especialmente em países onde a água doce é muito escassa.

Água doce: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 partes por mil. Embora o nome possa remeter ao açúcar, o termo se refere apenas à ausência ou baixa concentração de sal. É a água encontrada em rios, lagos e ribeiras. Para ser consumida, em geral, precisa passar por um processo de tratamento. Esse é o tipo de água apropriado para o consumo humano, a agricultura, a pecuária, a indústria. Só cerca de 2% da água encontrada em nosso planeta é doce.

Para ser utilizada para o consumo humano, a água doce deve passar por um sistema de tratamento, que ocorre nas ETAs (Estação de Tratamento de Água). Nesses locais, a água é tratada, as partículas impróprias para o consumo são retiradas e produtos químicos (o principal é o cloro) são adicionados para eliminar da água os microrganismos que provocam doenças. Somente depois desse processo é que a água doce torna-se água potável e pode chegar às residências para ser consumida.

Água salobra: água com salinidade superior a 0,5 partes por mil e inferior a 30 partes por mil. Tem aparência turva e possui grande quantidade de substâncias dissolvidas. É encontrada facilmente em regiões de mangue, e não pode ser consumida pelo ser humano.

As águas ainda podem ser classificadas de acordo com o local onde podem ser encontradas.

Águas superficiais: como o próprio nome diz, são aquelas que se acumulam na superfície. Esse tipo de água é encontrado em rios, riachos, lagos, pântanos, mares etc. Por não penetrarem no solo e o acesso a elas ser mais fácil, são, atualmente, a principal fonte de abastecimento do planeta.

Águas subterrâneas: são aquelas que ocorrem naturalmente ou artificialmente no subsolo (Resolução Conama nº 396/2008).  Esse tipo de água está presente no subsolo do planeta, principalmente, em espaços vazios entre rochas. Essas águas representam uma importante fatia da água doce do planeta e estão presentes, principalmente, nos aquíferos. Em muitos locais a extração das águas subterrâneas é complexa, em razão da profundidade do lençol freático ou da presença de rochas muito duras, o que torna o seu uso mais difícil e caro.

Por causa da falta de água doce em muitas regiões, as águas subterrâneas tornam-se uma excelente opção para o uso em diversas atividades (residencial, industrial, agricultura).  Também são de extrema importância na manutenção da umidade do solo e na alimentação de muito lagos e rios existentes no mundo todo. Em muitas regiões afastadas dos grandes centros urbanos, em que não há presença de água encanada, são extraídas do subsolo por meio de poços artesianos, tornando-se assim uma boa opção para o consumo.

Quando a água, seja ela doce, salgada, salobra, superficial ou subterrânea, possui substâncias que alteram suas características físicas e químicas, dizemos que ela está poluída. Se, além das alterações, ela apresentar organismos patogênicos ou substâncias tóxicas que podem provocar doenças no homem e nos animais, a água está contaminada.

A poluição das águas, o consumo inconsciente e o desperdício são os principais problemas relacionados à gestão sustentável da água na atualidade.

Você sabia?

A Cetesb faz o monitoramento da qualidade das águas superficiais, subterrâneas, interiores, costeiras e também as praias do litoral sul e norte do Estado de São Paulo. Os resultados são divulgados anualmente no site da companhia. Para saber mais você poderá acessar aqui!”

Texto: Rosely Ferreira, disponível em cetesb.sp.gov.br

 

 

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

O OUTONO CHEGOU PARA QUE A NATUREZA SE RECONSTRUA

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

Mais um curso do Programa HS Learning da HIDROSUPRIMENTOS realizado com grande sucesso

Alunos formados na Turma de Março do Programa HS Learning

O Programa HS Learning de educação continuada para profissionais de Meio Ambiente teve mais uma turma formada.

O curso aconteceu nos dias 16 e 17 de março, e contou com a participação de profissionais das cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Campinas, Piracicaba, Cubatão, Rio de Janeiro (RJ), Sete Lagoas (MG), Vila Velha (ES), Belém (PA), Cuiabá (MT) e Joinville (SC).

O primeiro dia foi destinado ao tema “Projeto e Construção de Poços de Monitoramento”. Já na sexta-feira o tema foi “Amostragem de Água Subterrânea em Poços de Monitoramento”.

A participação ativa dos alunos e a troca de ideias e informações foram deveras salutar, possibilitando a consecução dos objetivos aos quais os cursos do programa da HIDROSUPRIMENTOS se destinam, quais sejam, aperfeiçoamento da práticas profissionais e o esclarecimento das técnicas necessárias às atividades que tratam do Meio Ambiente, assim como o completo domínio das tecnologias disponíveis para esse nobre objetivo.

Agradecemos a todos os participantes pelas valorosas experiências trocadas e pela participação intensa durante o desenvolvimento do curso.

Fiquem ligados que em breve teremos novas turmas abertas para tratar de temas pertinentes para a manutenção de um meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado, bem como das técnicas profissionais necessárias para tal desiderato.

Na nossa página ( Programa HS Learning ) é possível fazer inscrição na newsletter para receber informações sobre novos cursos. Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro de tudo sobre o Programa HS Learning.

Programa HS Learning de aperfeiçoamento para profissionais de Meio Ambiente

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário

DIA INTERNACIONAL DA MARINHA

00

Publicado em Ambiente | Deixe um comentário